Navegando por Assunto "Terapia celular"
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Item Análise do perfil inflamatório na regeneração muscular em ratos: efeitos de microenxertos contendo células-tronco mesenquimais associadas ao exercício físico(2025-08-05) Xavier, Maria Vitória da Silva; Palma, Mariza Brandão; http://lattes.cnpq.br/5056572269695104; http://lattes.cnpq.br/0020041031586518A regeneração muscular esquelética é um processo altamente coordenado e dinâmico, essencial para a recuperação de tecidos danificados após lesão. Esse processo envolve mecanismos celulares e moleculares que incluem necrose, inflamação, proliferação celular, angiogênese e remodelamento estrutural. No entanto, em casos de lesão extensa, a regeneração pode ser comprometida, levando à formação de fibrose e prejuízo funcional. Diante disso, estratégias terapêuticas como o uso de células-tronco mesenquimais (CTMs) e a prática de exercício físico moderado têm sido investigadas com o objetivo de potencializar a reparação muscular por meio da modulação da resposta inflamatória. Neste contexto, o presente trabalho avaliou os efeitos da aplicação de microenxertos contendo CTMs associada ou não ao exercício físico sobre o perfil inflamatório na regeneração muscular de ratos Wistar submetidos à indução de lesão. Para isso, foram utilizados 120 animais, alocados aleatoriamente em quatro grupos experimentais: GC1 (sem exercício e sem CTM), GC2 (sem exercício e com CTM), GC3 (com exercício e sem CTM) e GC4 (com exercício e com CTM), cada grupo contou com 24 animais (6 animais por grupo), totalizando 120. A análise histológica foi realizada no músculo gastrocnêmio anterior direito coletado nos dias 3, 7, 14, 21 e 30 (intervalos de eutanásia) após a lesão, corados com hematoxilina e eosina (HE), com o objetivo de caracterizar aspectos morfológicos como necrose, hemorragia, infiltrado inflamatório e fibrose. A avaliação qualitativa demonstrou que o grupo GC4, tratado com CTMs e submetido ao exercício físico moderado, apresentou uma resposta inflamatória mais eficiente e controlada ao longo do tempo, com redução progressiva da necrose e da infiltração leucocitária, menor grau de fibrose e aumento da presença de mioblastos em fases tardias, indicando um ambiente propício à regeneração muscular funcional. O GC1, grupo controle negativo, apresentou padrão inflamatório intenso e prolongado, com elevada necrose tecidual, hemorragia persistente e fibrose evidente, o que reflete uma regeneração deficiente. O grupo GC2 apresentou redução discreta da inflamação e da necrose em relação ao GC1, evidenciando os efeitos terapêuticos isolados das CTMs, embora sem potencial reparativo pleno. Já o GC3 apresentou um aumento do processo inflamatório nos primeiros dias, possivelmente como resultado do estresse físico induzido pelo exercício, seguido de reorganização estrutural nos estágios finais. A análise comparativa entre os grupos evidenciou que a combinação entre CTMs e exercício físico foi a estratégia mais eficaz para modular a inflamação e otimizar a regeneração muscular. Assim, os dados obtidos reforçam o potencial terapêutico das células-tronco mesenquimais, especialmente quando aplicadas em sinergia com protocolos de exercício físico controlado, representando uma abordagem promissora para intervenções em lesões musculares extensas.Item Relatório de Estágio Supervisionado Obrigatório, realizado no Laboratório de Cultivo de Células-Tronco - Bio Cell e Universidade de Brasília(2018-02-22) Silva, Gleyka Jamillys Santana da; Aleixo, Grazielle Anahy de Sousa; http://lattes.cnpq.br/3165940085830406; http://lattes.cnpq.br/8710538297160368A biotecnologia animal e a medicina regenerativa estão intimamente relacionadas com os avanços das pesquisas em terapia celular. As células-tronco mensenquimais, caracterizadas por sua capacidade de diferenciação e autorrenovação, estão sendo utilizadas na Medicina Veterinária com grande sucesso para o tratamento de diversas afecções. Para conhecer os processos de obtenção das células-tronco desde o isolamento, amplificação, diferenciação, criopreservação e descongelamento, além de suas aplicações clínicas, o Estágio Supervisionado Obrigatório (ESO) foi realizado no Hospital Veterinário da UnB e no Laboratório de Cultivo de Células-Tronco da empresa Bio Cell. A Bio Cell é uma empresa privada pioneira no uso de células-tronco no Brasil, com laboratório também nos EUA que asseguram a qualidade da terapia celular empregada nos tratamentos de lesões e doenças degenerativas. O presente trabalho descreve as atividades desenvolvidas no laboratório e nas aplicações clínicas da célula-tronco, viabilizando uma experiência científica, pessoal e profissional única.Item Uso de células tronco mesenquimais autólogas no tratamento de desmite do ligamento suspensor do boleto: relato de caso(2018-08-16) Borges, Paulo Henrique Alexandre; Carneiro, Gustavo Ferrer; http://lattes.cnpq.br/0903050581306709O ligamento suspensor do boleto (LSB) é o principal componente do aparelho suspensor do cavalo que promove suporte e evita a extensão excessiva das articulações metacarpo e metatarsofalangeana durante a fase de apoio. A desmite do LSB é uma das doenças do sistema musculoesquelético que mais interfere a performance esportiva do equino, sendo uma das principais causas de claudicação, seguida da tendinite do tendão flexor digital superficial. Essa enfermidade pode ser classificada anatomopatológicamente em três diferentes áreas: desmite proximal, do corpo e ramos do LSB. Os sinais clínicos da desmite do LSB são designados pelo aumento da temperatura local, dor na palpação, edema e claudicação, podendo variar de acordo com o estágio evolutivo da lesão. A desmite do LSB é diagnosticada por meio da combinação dos exames clínicos, ultrassonográfico e radiográfico. O tratamento das lesões ligamentares e tendineas é complexo, podendo comprometer a vida desportiva do animal, por isso a conduta terapêutica adotada é um ponto de máxima importância. A terapia celular é umas das abordagens terapêuticas que vem sendo foco de estudos por pesquisadores e tem chamado a atenção dos clínicos mediante os resultados apresentados. Tem como objetivo reduzir a inflamação, forma o mínimo de tecido cicatricial e principalmente restaurar a estrutura funcional do tecido. O caso clínico apresentado trata-se de uma desmite do LSB, a qual utilizou se a terapia celular como tratamento. O tecido adiposo foi utilizado como fonte de células tronco mesenquimais autólogas, devido a facilidade de coleta e maior concentração de células mesenquimais do que a medula óssea. A implantação das células tronco mesenquimais (CTM) e acompanhamento pós tratamento realizou-se por meio de ultrassonografia. De acordo com os resultados do relato de caso presenciado, podemos evidenciar que a implantação da terapia celular propiciou um aumento da ecogenecidade do local da lesão com melhor reorganização das fibras ligamentares, constatando uma melhora no arranjo arquitetônico das fibras e reparo do ligamento.
