Navegando por Autor "Feijó Filho, Marcelo Brandt"
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Item Testudines do Parque Estadual de Dois Irmãos: Estratégias de conservação e um panorama da invasão biológica(2025-03-19) Feijó Filho, Marcelo Brandt; Santos, Ednilza Maranhão dos; http://lattes.cnpq.br/5812920432455297; http://lattes.cnpq.br/5394395434704671Os Testudines, conhecidos como cágados, tartarugas e jabutis, constituem componentes importantes na biota de um ecossistema, desempenhando papéis ecológicos importantes para a manutenção da saúde ambiental em ecossistemas aquáticos, atuando como bioindicadores e biomonitores. Este estudo teve como objetivo diagnosticar a fauna de Testudines de água doce de vida livre do Parque Estadual de Dois Irmãos (PEDI), unidade de conservação urbana de Mata Atlântica em Recife-PE, evidenciar aspectos da sua distribuição espacial e sazonal, listar as ameaças a esse grupo e aos ecossistemas naturais que compõem essa unidade de conservação, com ênfase no registro de espécies exóticas e seus impactos. Foram realizados censos visuais, capturas com armadilhas de covos (2019-2020) e análise de dados secundários (artigos, relatórios e bancos digitais). Registrou-se sete espécies: três nativas (Mesoclemmys tuberculata, Phrynops geoffroanus e Kinosternon scorpioides) e quatro exóticas (Podocnemis expansa, P. unifilis, Trachemys scripta elegans e T. dorbigni), além de um híbrido de Trachemys sp. As exóticas ocuparam preferencialmente os açudes de Dentro e Dois Irmãos, ambientes eutróficos com vegetação flutuante, enquanto as nativas apresentaram distribuição fragmentada, com M. tuberculata restrita a poucos registros. A bioinvasão foi associada à proximidade com o zoológico, como fugas, solturas intencionais e conectividade hidrológica. Impactos desta bioinvasão podem incluir competição por recursos, hibridização e alteração de dinâmicas ecológicas. Propõe-se a construção de um plano de ação como instrumento norteador envolvendo monitoramento, técnicas de captura/remoção seletiva, esterilização de invasoras, restauração de habitats críticos, repatriação/destinação e integração com políticas públicas, além da educação ambiental constante e padronização metodológica. Os dados secundários em perspectiva histórica e os resultados deste trabalho reforçam a importância de ações coordenadas e articuladas para mitigar riscos à biodiversidade nativa, principalmente em unidades de conservação.
