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    Análise genômica da família UDP-glicosiltransferase no vetor Aedes albopictus
    (2025-08-07) Diniz, Pierre Antonio da Silva; Leite, Fernanda Cristina Bezerra; Oliveira, Iêda Ferreira de; http://lattes.cnpq.br/5288071226008713; http://lattes.cnpq.br/3874431149842851; http://lattes.cnpq.br/9910746410610392
    Aedes albopictus é um importante vetor de arbovirose no mundo, sendo um vetor da Dengue. Essa arbovirose causa grande impacto econômico e social aos países onde ocorrem. As UDP-glicosiltransferases (UGTs) são proteínas de membrana presentes na maioria dos seres vivos, que estão relacionadas à metabolização de substâncias endógenas e xenobióticas. Elas promovem a glicosilação de uma variedade de pequenas moléculas lipofílicas com açúcares, produzindo glicosídeos solúveis em água. Alguns estudos também apontam sua relação com a resistência metabólica de artrópodes a inseticidas. O objetivo do presente trabalho foi identificar e caracterizar as UGTs presentes no genoma de Aedes albopictus por abordagens in silico. Para a mineração dos dados, sequências proteicas de UGTs de Drosophila melanogaster foram utilizadas como query. Após a análise de domínios, foram identificadas 46 sequências candidatas no proteoma de Aedes albopictus. Elas variaram de 452 a 1073 aminoácidos de tamanho. Também foram identificados os domínios Glycosyltransferase GTB-type característicos dessas proteínas e seus motivos apresentaram-se conservados, com a presença de assinaturas de aminoácidos características dessa família gênica, como os motivos DBR1, DBR2 e FIT. O peso molecular das UGTs variou de 50,802 KDa a 123,485 KDa, enquanto o ponto isoelétrico foi de 5,7 a 9,7. A membrana plasmática foi a localização subcelular predominante. Foram encontrados trinta e seis prováveis genes no genoma de Aedes albopictus, todos localizados nos três cromossomos, sendo classificados em 12 subfamílias.Destas, as mais representativas foram UGT308, UGT301 e UGT302. Dois genes foram localizados no cromossomo um (Chr1) e quatro no cromossomo três (Chr3). Já o Chr2 apresentou maior concentração de genes, representando um possível hotspot genômico para a família UGT em Aedes albopictus. O tamanho dos genes variou de 2 kb a 35 kb, sendo que o número de éxons variou de dois a cinco. Em conjunto, os dados sugerem que a família UGT em Aedes albopictus apresenta não apenas ampla distribuição cromossômica e diversidade estrutural, mas também uma organização compatível com padrões evolutivos observados em outros insetos, refletindo sua importância funcional em processos fisiológicos e possivelmente na resistência a xenobióticos e inseticida.
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    Construindo saberes em saúde e meio ambiente sobre arboviroses por meio do letramento: relato de uma oficina com idosos
    (2025-08-01) Silva, Rayne Mirella da; Santos, Ednilza Maranhão dos; http://lattes.cnpq.br/5812920432455297; http://lattes.cnpq.br/1932460262534908
    Este trabalho relata e analisa a experiência de uma oficina educativa sobre arboviroses, realizada com pessoas idosas participantes do projeto LETRALIDADE, vinculado à Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). A proposta integra a educação em saúde, a educação ambiental crítica e o letramento como prática social, com foco na prevenção das arboviroses (Dengue) e na reflexão sobre as condições socioambientais que favorecem sua disseminação. A oficina foi desenvolvida na UFRPE em dois encontros, um no final de setembro e o outro no início de outubro, utilizou metodologias ativas como questionários, estudos de caso, vídeos e um bingo temático, promovendo uma aprendizagem significativa e dialógica. Participaram cerca de 12 idosos, a maioria residente dos bairros próximos a universidade. A partir de uma abordagem qualitativa, os resultados evidenciaram mudanças no conhecimento, atitudes e comportamentos dos participantes, fortalecendo a autonomia e o pensamento crítico. A experiência também contribuiu para a formação docente da autora, reforçando o papel da extensão universitária no diálogo entre saberes acadêmicos e populares. O estudo reafirma o potencial transformador da educação popular na promoção da saúde e da cidadania entre pessoas idosas.
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    Dengue: revisão bibliográfica e levantamento epidemiológico sobre a situação no município de Garanhuns/PE
    (2025-02-21) Rocha, Karine Cosme; Silva, Nivan Antônio Alves da; http://lattes.cnpq.br/3505011500604071; http://lattes.cnpq.br/1076108000032639
    A dengue é a arbovirose de maior importância para saúde pública, sendo transmitida principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. Os sintomas incluem febre alta, intensa dor de cabeça, dores musculares e articulares, entre outros, podendo evoluir para dengue grave com complicações potencialmente fatais. Não há tratamento específico para a doença, e a prevenção é baseada primordialmente no controle vetorial, assim como medidas de conscientização e educação em saúde. Portanto, o presente trabalho teve por finalidade realizar revisão sistemática sobre as principais características da doença na perspectiva da Saúde Pública, por meio de banco de dados renomados da literatura nacional e internacional, além de um levantamento epidemiológico sobre a situação da enfermidade no município de Garanhuns – PE, nos anos de 2019 a 2023, utilizando o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), em parceria com a vigilância epidemiológica local. Os dados revelam maior ocorrência na zona urbana, principalmente no ano de 2020 com um quantitativo de 1289 casos suspeitos, um aumento superior a 50% quando comparado ao ano de 2019 (747 casos). Já nos anos de 2021, 2022 e 2023 os casos de dengue reduziram significativamente, mantendo-se em uma constante de menos de 400 casos prováveis/ano. Entre 2019 a 2021, assim como relatado mundialmente houve maior prevalência de casos leves, representando 46,2% (345/747), 51,12% (659/1289) e 30,51% (47/154), respectivamente, enquanto os casos graves representaram menos de 1% durante os mesmos anos. Majoritariamente os diagnósticos ocorreram de forma clínico-epidemiológica, com os seguintes dados de 2019 a 2023, 64,4% (481/747), 43,98% (567/1289), 51,94% (80/154), 1,37% (5/363) e 40,5% (81/200), ressaltando que, apesar da variabilidade dos sinais entre síndromes gripais e da margem de inespecificidade dos resultados, tal medida evita a demora na espera de resultados laboratoriais e acelera o tratamento. Os casos descartados foram significativos, com 34,3% (256/747) em 2019, 24,04% (310/1289) em 2020 e 53,24% (82/154) em 2021, indicando à necessidade de investigação de outras possíveis síndromes que possam representar riscos a saúde pública. Em conclusão, a dengue segue sendo um tema crucial para a saúde, e é fundamental implementar medidas eficazes para erradicar o vetor. Os dados sobre a ocorrência da dengue em Garanhuns revelam um panorama dinâmico e multifatorial, destacando fatores que contribuem para a persistência da doença e a dificuldade de sua erradicação, além de identificar áreas prioritárias para ações estratégicas.
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    Frequência do polimorfismo de nucleotídeo único (SNP) rs12979860 no gene IFN-λ3 entre gestantes com complicações obstétricas infectadas pelos vírus Zika e chikungunya e repercussões neonatais
    (2021-12-09) Silva, Raldney Ricardo Costa da; Silva, Maria Almerice Lopes da; Braga, Maria Cynthia; http://lattes.cnpq.br/4359793845820339; http://lattes.cnpq.br/2673967607603352; http://lattes.cnpq.br/2342253724047012
    Infecções pelos vírus Zika (ZIKV) e chikungunya (CHIKV) durante a gravidez têm sido relacionadas a resultados clínicos adversos na mãe ou no feto. Polimorfismos de Nucleotídeo Único (SNPs), com lócus em genes de resposta imunológica, podem estar envolvidos na ocorrência dessas complicações. Dessa forma, esse estudo visou descrever a frequência do SNP rs12979860 (C/T) no gene IFN-λ3 entre gestantes/parturientes com complicações obstétricas atribuídas ou não a Zika e chikungunya e avaliar as repercussões neonatais. Para isso, comparamos as frequências genotípicas e alélicas de rs12979860 entre dois grupos de mulheres com complicações obstétricas: infectadas por ZIKV ou CHIKV (n=122) e não-infectadas (n=212). Em seguida, relacionamos a presença (n=167) e ausência (n=166) de complicação neonatal com a presença de infecção e o SNP materno. Para identificação do SNP realizamos análises de genotipagem, a partir de DNAs extraídos de amostras de sangue, pelo kit Wizard Genomic DNA Purification (PROMEGA, USA). Os ensaios foram performados por qPCR usando um sistema TaqMan de sondas fluorescentes. As diferenças entre os grupos foram analisadas por meio do teste qui-quadrado de Pearson (X2) com nível de significância p<0,05. Empregamos modelos genotípicos, recessivo e dominante para testar associações dos genótipos. Todos os SNPs se encontraram em equilíbrio de Hardy-Weinberg. No grupo das gestantes/parturientes infectadas, as frequências dos genótipos TT, CT e CC foram 18,9%, 40,1%, 41,0%, respectivamente. No grupo das não-infectadas, esses valores foram 19,8%, 47,6%, 32,5%, respectivamente. Não foi observada diferença significativa para a associação entre as frequências genotípicas e alélicas e a aquisição de infecção por ZIKV e CHIKV entre as gestantes com complicações obstétricas. Nossos resultados apontam uma associação entre os genótipos CT/TT maternos e o risco de complicações neonatais (p= 0.010), embora a presença de infecção arboviral materna não tenha se associado com esse desfecho (p= 0.076). Concluímos que, apesar da presença do SNP rs12979860 em gestantes com complicações obstétricas não ter se relacionado com a aquisição das infecções por ZIKV e CHIKV e que a presença de infecção na mãe não ter sido relacionada ao desenvolvimento de complicações neonatais, o perfil CT/TT materno é um preditor de risco para complicações nos neonatos.
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    Perfil epidemiológico dos indivíduos com diagnóstico positivo para arboviroses (dengue, zika e chikungunya) no município de Custódia-PE
    (2022-05-26) Silva, José Higor Vicente Pinto Simões da; Lima, Marilene Maria de; http://lattes.cnpq.br/9135077184593725; http://lattes.cnpq.br/9437880902381734
    As arboviroses são infecções virais causadas por arbovírus (do inglês, “arthropode-borne virus”), que são transmitidas para os humanos através da picada do mosquito Aedes aegypti e Aedes albopictus que são os vetores. Nos últimos anos o Brasil tem sofrido várioscenários de epidemias provocadas pelas arboviroses tais como a Dengue, Chikungunya eZika, estes surtos são decorrência do crescimento desordenados das cidades com a falta de planejamento urbano e a falta de saneamento básico que afeta várias regiões do Brasil.Com isso, este trabalho teve como objetivo verificar o perfil epidemiológico dos indivíduos que apresentaram resultado positivo para as arbovirose (Dengue, Zika e Chikungunya) no município de Custódia-PE. A pesquisa foi baseada em coleta de dados através do setor de epidemiologia da Prefeitura Municipal de Custódia, através do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), do Sistema de Informação de Agravos e Notificações (SINAN) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os anos de 2015 e 2021. Com relação à Dengue, 365 casos foram confirmados, destes, a maioria são mulheres e observou-se que a faixa etária predominante está entre 0-19 anos, sendo que a maior taxa de infecção de dengue ocorreu na zona urbana. Para a Chikungunya, foram confirmados 125 casos, onde as mulheres foram as mais acometidas, a faixa etária que apresentou mais pessoas positivadas foi entre 20-39 anos e a zona rural teve um maior número de casos. Com relação à Zika, foram confirmados somente 5 casos, e destes, a maioria eram homens, a faixa etária predominante está entre 0-19 anos e houve uma maior taxa de infecção na zona urbana. Apesar da confiabilidade dos dados obtidos através do SINAN, existe a possibilidade de ter acontecido um diagnóstico errôneo,podendo ter ocasionado em muitos casos notificados de Dengue ao invés de Chikungunyaou Zika, contribuindo para intepretações equivocadas e desconhecimento das mesmas, além de dificultar a ação de políticas públicas para combater essas arboviroses.
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    Revisão de literatura e análise da situação epidemiológica da febre do oropouche no Brasil, durante o período de 2023 e 2024
    (2025-03-18) Nascimento, Chrisley Ariadne Silva do; Cavalcanti, Yone Vila Nova; http://lattes.cnpq.br/3476206328790443; http://lattes.cnpq.br/3651817620207158
    A febre Oropouche é uma arbovirose causada pelo Oropouche orthobunyavirus (OROV), pertencente à família Peribunyaviridae. É transmitida pelo mosquito da espécie Culicoides paraensis, conhecido popularmente como maruim ou mosquito-pólvora. Atualmente, o Brasil enfrenta um surto dessa arbovirose, que apresenta um grande risco de sobrecarregar o sistema de saúde. Diante desse cenário, foi analisada a situação da febre Oropouche no Brasil durante o período de 2023-2024, com foco no diagnóstico, na prevenção e nas medidas adotadas pelos órgãos de saúde para alertar a população. Trata-se de um estudo descritivo, analítico e quantitativo, de cunho elucidativo, baseado nos índices da febre Oropouche no Brasil. Os dados foram obtidos a partir da plataforma de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, por meio de boletins epidemiológicos, informes semanais e paineis epidemiológicos. Durante o período analisado, foram relatados 14.700 casos da doença. Constatou-se que a Região Norte é endêmica para a febre Oropouche. No entanto, embora ainda apresente o maior percentual de casos, o vírus tem se espalhado por todo o território brasileiro, com números expressivos registrados na Região Sudeste, especialmente no estado do Espírito Santo. Além dos casos convencionais, foram registrados quatro óbitos relacionados ao vírus, e outros casos seguem em investigação. Também há registros de transmissão vertical, com relatos de anomalias congênitas, como microcefalia, além de óbitos fetais e abortos. Testes laboratoriais moleculares demonstraram eficiência no diagnóstico do vírus. Até o momento, não há vacinas ou tratamentos específicos para a enfermidade. Diante disso, cabe aos órgãos de saúde promover a conscientização da população sobre os riscos da doença e manter um acompanhamento rigoroso das gestantes, seja no pré-natal ou, em casos de confirmação de malformação congênita, no acompanhamento neonatal.
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