Navegando por Assunto "Discriminação em linguagem"
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Item A retórica gramatical normativa nos jornais da primeira metade do século XX(2021-07-07) Pessoa, Elton Gomes; Gomes, Valéria Severina; http://lattes.cnpq.br/8893406062883304; http://lattes.cnpq.br/1554562095587062Neste artigo, tomamos como objeto de estudo a exploração midiática que os jornais de três grandes capitais, São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, fazem dos desvios gramaticais e ortográficos em textos das classes populares na primeira metade do século XX. A análise é resultado da coleta de diferentes gêneros textuais jornalísticos (notícias, colunas, carta do leitor etc.) encontrados em jornais do período que compreende a Primeira República (1889-1930) e o Estado Novo (1937-1946), período este caracterizado pelo purismo do idioma e pela ideologia nacional. Após empreendermos a análise do corpus, observamos que a denúncia pública dos desvios da norma era generalizada e contava com a vigilância exercida pelos jornais, pelas autoridades gramaticais e pelo Estado em relação às formas de expressão escrita menos valorizadas encontradas nos porta-textos, placas, anúncios, letreiros e demais expressões escritas fixadas em locais públicos (BLINKSTEIN, 1995, p.54 apud VALE, 1999, p. 8). Essa denúncia era embasada na concepção de língua homogênea da gramática tradicional e funcionava como força de coerção sobre as demais variedades linguísticas (GOMES, 2016, p. 20).Item Análise de Viés no Modelo BERTimbau para detecção de discurso de ódio em Português Brasileiro(2026-02-12) Oliveira Filho, José Fernando de; Gouveia, Roberta Macedo Marques; http://lattes.cnpq.br/2024317361355224A expansão das redes sociais intensificou a circulação de discursos de ódio online, gerando desafios à convivência democrática e à proteção de grupos minoritários. Diante da inviabilidade da moderação manual, este trabalho aplica técnicas de Processamento de Linguagem Natural (PLN) e Aprendizado de Máquina (ML) para a identificação de conteúdo ofensivo em português brasileiro. O estudo investiga o viés algorítmico do modelo BERTimbau, ajustado via fine-tuning e treinado sobre as bases anotadas ToLD-BR e Tupy-E. A avaliação considera métricas tradicionais de desempenho (precisão, recall, F1-score) e de equidade (Paridade Demográfica), com o objetivo de examinar possíveis associações indevidas entre termos de identidade social e discurso de ódio, contribuindo para o debate sobre justiça algorítmica. Os resultados evidenciaram padrões estruturados de viés do BERTimbau entre os eixos de gênero, raça e orientação sexual, bem como entre grupos específicos dentro de cada eixo (por exemplo, mulheres, pessoas bissexuais, gays e pardas), mostrando que o modelo tende a associar esses termos de identidade ao discurso de ódio com maior frequência do que seus grupos de referência, mesmo em contextos neutros ou positivos.
