Navegando por Assunto "Interação social em crianças"
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Item Interações entre crianças com desenvolvimento típico e atípico e seus efeitos na aprendizagem: percepções de professoras dos anos iniciais do ensino fundamental(2025-12-11) Bessony, Andrelly Maria Inácio de Souza; Sales, Michelle Beltrão Soares; https://lattes.cnpq.br/1145653737118181; https://lattes.cnpq.br/9362151964472041Esta pesquisa teve como objetivo geral analisar as percepções de professoras dos anos iniciais sobre como as interações entre crianças típicas e atípicas influenciam os processos de aprendizagem e os seguintes objetivos específicos: Identificar as estratégias utilizadas por professoras para favorecer interações inclusivas em sala de aula; Compreender os desafios e potencialidades percebidos pelas professoras diante da convivência entre crianças típicas e atípicas; Investigar os efeitos das relações entre crianças típicas e atípicas nos processos de aprendizagem. A escolha do tema nasceu da vivência da autora em uma escola da rede pública, onde observou interações espontâneas e significativas entre crianças com e sem deficiência. A partir dessa experiência, buscou-se compreender como tais relações eram percebidas pelas docentes e de que maneira influenciavam o desenvolvimento acadêmico, social e emocional dos estudantes. O estudo esteve ancorado em referenciais teóricos como Freire, Vygotsky, Piaget, Libâneo e Miranda, bem como em documentos legais estruturantes, tais como a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. A abordagem metodológica adotada foi qualitativa, com caráter descritivo, utilizando entrevistas semiestruturadas como instrumento de coleta de dados. Participaram da pesquisa três professoras dos anos iniciais de uma escola municipal do Recife. A análise dos dados foi realizada com base na técnica de Análise de Conteúdo, conforme Bardin (1977) e Franco (2005). Os resultados permitiram identificar que as interações entre crianças típicas e atípicas exerceram influência significativa nos processos de aprendizagem, favorecendo avanços cognitivos, socio emocionais e relacionais, ainda que permeados por ambiguidades e práticas assistencialistas. Os resultados evidenciaram que a mediação entre pares, quando intencionalmente organizada, ampliou oportunidades de participação, colaboração e construção coletiva do conhecimento. Também revelaram limitações na compreensão docente sobre inclusão e na intencionalidade pedagógica das interações. Esses achados reforçam a necessidade de aprofundar práticas pedagógicas que reconheçam a diferença como elemento constitutivo da aprendizagem e consolidem, no cotidiano escolar, uma educação mais democrática, equitativa e comprometida com o direito à diversidade.Item Vozes do imaginário: uma análise das interações comunicativas infantis e da mediação adulta na brincadeira simbólica(2026-06-16) Silva, Maria Clara Andrade da; Carvalho, Maria Jaqueline Paes de; http://lattes.cnpq.br/9755289492514554; http://lattes.cnpq.br/7703657826171125A presente pesquisa situa-se no campo da Educação Infantil e discute a brincadeira simbólica como experiência fundamental para a construção de sentidos, relações e formas de comunicação entre crianças pequenas. Parte-se da compreensão de que o brincar não constitui apenas um momento livre da rotina, mas uma linguagem própria da infância e uma prática essencial ao desenvolvimento infantil. O objetivo geral foi compreender como a brincadeira simbólica se organiza no cotidiano de uma turma de Educação Infantil, analisando as interações comunicativas entre criança/criança e criança/adulto nesse processo. O estudo fundamenta-se em contribuições de Piaget (1976) e Vygotsky (1991) sobre o jogo simbólico, a função simbólica e o desenvolvimento infantil, bem como na Sociologia da Infância, especialmente a partir de Corsaro (2011), além de dialogar com autores que discutem o brincar, a cultura infantil e a mediação docente. Trata-se de uma pesquisa de campo, de abordagem qualitativa, realizada em uma turma do Grupo II de uma instituição municipal de Educação Infantil do Recife, com crianças de dois e três anos de idade. Utilizou-se a observação participante como principal estratégia metodológica, com registros em diário de campo e apoio de fotografias e vídeos, analisados por meio da análise de conteúdo. Os resultados evidenciaram que as brincadeiras simbólicas acontecem, muitas vezes, nas brechas da rotina, entre atividades dirigidas, momentos de espera e espaços menos controlados da instituição. Mesmo diante da mediação adulta limitada, as crianças construíam narrativas, ressignificavam objetos e espaços, negociavam papéis e incorporavam referências do mundo adulto às suas próprias culturas infantis. Conclui-se que a brincadeira simbólica precisa ser reconhecida como parte legítima do planejamento pedagógico, pois revela modos infantis de pensar, comunicar, criar e produzir cultura.
