Navegando por Assunto "Período colonial (1500-1822)"
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Item “Afim de livrar este povo deste penoso cativeiro”: a resposta da Câmara de Goiana frente a política da Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba. (1760-1780)(2026-02-06) Lopes, Yan Felipe Souza; Almeida, Suely Creusa Cordeiro de; Oliveira, Luanna Maria Ventura dos Santos; http://lattes.cnpq.br/4568221860409469; http://lattes.cnpq.br/5060116886139677; http://lattes.cnpq.br/5819243611177777O presente trabalho tem como objetivo analisar a representação da atuação da Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba feita pela Câmara da Vila de Goiana em carta enviada para a Rainha D. Maria I em 1778, buscando com isso identificar os traços da cultura política do Antigo Regime presentes no agir e nas reivindicações da edilidade, bem como sua posição em meio às disputas locais. A análise da fonte se deu sob a metodologia da análise de conteúdo, a partir da criação de categorias. Com nosso estudo, buscamos demonstrar o uso de estratégias reivindicatórias típicas da elite pernambucana e a permanência de uma prática política de Antigo Regime, assim como situar a elite camarária de Goiana dentro das disputas geradas pelo estabelecimento da referida Companhia e propor sua caracterização.Item Impressões rebeldes: uma análise da revolta escrava de Camamu de 1691(2023-09-20) Silva, Pedro Ivo Basílio Bandeira da; Abril, Victor Hugo; http://lattes.cnpq.br/7978574619584394; http://lattes.cnpq.br/6219896900704807Esse artigo busca analisar e compreender as convulsões sociais que ocorreram na vila de Camamu, localizada na então Capitania de Ilhéus, durante o ano de 1691. Camamu, uma vila construída defronte a uma baía de mesmo nome, caracterizou-se por sua importante produção de farinha de mandioca durante o século XVII e, também, pelo voluptuoso volume de pessoas escravizadas que habitavam aquela região. Por estar numa região fronteiriça, Camamu era alvo frequente de incursões indígenas e também local propício para o surgimento de dezenas de quilombos. Esse contexto resultou numa população local consistente em escravizados, mestiços, indígenas e brancos. É em 1691 que as tensões étnico-raciais irão atingir o seu zênite, degenerando-se numa rebelião aberta de escravizados e mestiços, que entoavam gritos de “Morte aos brancos e viva a liberdade”. A revolta foi brutalmente oprimida pelas autoridades portuguesas e caracterizou-se como um dos maiores levantes de escravizados da capitania de Ilhéus no século XVII.Item Jurisdições, sociabilidades e governanças portuguesas no post bellum de Pernambuco: o caso do Forte do Brum (1654-1690)(2025-07-31) Cabral Neto, Miguel Adelino; Miranda, Bruno Romero Ferreira; http://lattes.cnpq.br/8746246350935536; http://lattes.cnpq.br/6415661949436130Esse texto pretende ao analisar os conflitos de jurisdição a partir do processo de reconstrução do Forte do Brum no post bellum de Pernambuco, pensar as complexas relações entre os agentes régios e as instituições coloniais em um momento de reconfiguração espacial e administrativa na América portuguesa. Propõe-se discutir a utilização do conceito de Capitanias do Norte na definição dos limites jurisdicionais dos agentes locais e da própria Coroa, partindo do argumento de que a expulsão dos neerlandeses alterou as concepções de poder e governança no ultramar. Nesse sentido a reedificação do Forte do Brum teria refletido as dinâmicas de práticas das elites locais, que em grande parte lideradas pelos restauradores de Pernambuco, postulavam acesso privilegiado ao governo das conquistas a fim de demonstrar força social.Item Milícias coloniais e defesa territorial em Pernambuco: reformas e contradições no período pombalino à luz da Nova História Militar(2026-06-26) Silva, Odson Gomes; Silva, Kleber Clementino da; http://lattes.cnpq.br/2821384780282146Este artigo analisa os sistemas de defesa territorial da América portuguesa, com foco na capitania de Pernambuco entre os séculos XVII e XVIII, a partir da perspectiva da Nova História Militar. Por meio de revisão bibliográfica, investiga o papel das milícias na defesa, no controle social e na organização política da sociedade colonial. A análise evidencia que essas forças não atuavam apenas contra ameaças externas, mas também na manutenção da ordem, no controle territorial e na reprodução das hierarquias sociais. Ao mesmo tempo, o serviço das armas possibilitava formas limitadas de distinção e mobilidade social. As reformas pombalinas reorganizaram e disciplinaram as milícias, ampliando o controle da Coroa sobre o território, mas preservando tensões entre interesses metropolitanos e poderes locais. Conclui-se que as milícias constituíam elementos fundamentais da organização militar e social de Pernambuco colonial.Item Uma análise da atuação do governador Salvador Correa de Sá(2023-09-20) Silva, Walter Lopes Bezerra da; Abril, Victor Hugo; http://lattes.cnpq.br/7978574619584394; http://lattes.cnpq.br/8643765635502507Esse artigo analisa o governador Salvador Corrêa de Sá durante o período colonial no Brasil, através dos Regimentos e da Revolta da Cachaça ocorrida no Rio de Janeiro em 1660. Através dessa análise, foi possível verificar que os Regimentos discriminam, em teoria, a superioridade hierárquica dos governadores frente a outros cargos coloniais. Porém, ao explorar bibliografias que abordam o cotidiano das terras portuguesas na América, consegue-se identificar outros focos de poder, sendo estes locais. Houve a atuação de Vilas e Câmaras na política da colônia, significando que embora os Regimentos confirmem os governadores como representantes do rei, na prática, observamos poderes locais dialogando politicamente diretamente com o monarca português. Dessa forma, infere-se que os governadores, embora possuíssem autorização real para agir como “poder moderador”, os poderes locais permaneceram atuando, com suas próprias limitações, e em um diálogo constante com outras esferas de poder.
