Navegando por Assunto "Pesca artesanal"
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Item A voz dos pescadores sobre políticas públicas para a pesca artesanal – Colônia Z1 em Pernambuco – séc. XXI(2023-09-22) Monteiro, Tiago de Sá; Leitão, Maria do Rosário de Fátima Andrade; http://lattes.cnpq.br/8086721690207482O objetivo deste estudo consiste em um diálogo com os/as pescadores/as da Colônia de Pescadores Z-1, em Recife, sobre as políticas públicas para a pesca artesanal. Um estudo de caso, no qual foram mapeadas e identificadas as contribuições das políticas públicas governamentais no âmbito da pesca artesanal, nesta instituição no século XXI. Os dados das entrevistas e da pesquisa bibliográfica sobre o tema mostram que é insipiente o diálogo governamental com a comunidade pesquisada.Item Aproveitamento dos resíduos da mariscagem e pesca artesanal(EDUFRPE, 2022) Silva, Thamires Maria Brito da; Nascimento, Ariane Maria do; Guilherme, Betânia Cristina; Silva, Flávia Carolina Lins da; Cidreira Neto, Ivo Raposo Gonçalves; Cruz, Renata Carolina Maria da; Morais, Risoneide Nunes de; Nascimento, Regina Célia Macêdo do; Costa, Weruska de MeloEsta cartilha é um dos instrumentos de divulgação científica produzidos durante o desenvolvimento do projeto de extensão, intitulado de “Perspectivas de educação ambiental com mulheres marisqueiras”, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). O projeto tem como seu foco primordial o uso do conhecimento tradicional de comunidade extrativista, associado ao conhecimento científico, em busca de auxiliar no manejo e gestão dos recursos providos da pesca artesanal, com enfoque na mariscagem. Nesta cartilha iremos conhecer mais sobre a pesca artesanal e abordaremos caminhos para o uso sustentável dos resíduos oriundos da mariscagem. Vamos conhecer maneiras de processar esses resíduos, como alternativa de sustentabilidade econômica, social e ambiental.Item Assistência técnica e extensão pesqueira no estado de Pernambuco: estratégias, ações e perspectivas para a pesca artesanal(2019) Costa, Tacila Kayla Pereira da; Falcon, Dario Rocha; http://lattes.cnpq.br/9816735154471425; http://lattes.cnpq.br/4531854246625021A pesca artesanal manifesta-se pela diversidade e complexidade de sujeitos, ambientes, embarcações, técnicas, artes de pesca e modo de vida das comunidades. Os serviços de assistência técnica voltados à pesca artesanal foram construídos baseados em uma extensão pesqueira que foi/é semelhante à extensão rural do Brasil, conduzida por intervenções metodológicas traçadas por políticas públicas descontínuas. O objetivo deste trabalho foi refletir sobre a assistência técnica e extensão pesqueira para a pesca artesanal no sertão do Estado de Pernambuco. Foram realizadas oito entrevistas com o auxílio de um roteiro semiestruturado e questões abertas com gestores e lideranças da pesca artesanal no Estado de Pernambuco. A falta de sensibilidade para com a pesca artesanal fica evidente entre parte considerável dos profissionais que atuam com ATER, muito fruto da própria construção do conhecimento dentro das universidades, que acabam direcionando esses futuros profissionais para o segmento que o mercado indica, no caso, a aquicultura, e/ou do próprio planejamento institucional das instituições de ATER, que acaba valorizando o segmento que dá mais retorno econômico ao estado. O fato é que no contexto da extensão pesqueira, o acompanhamento técnico de pescadores e pescadoras artesanais é secundarizado, seja na valorização da aquicultura, seja no âmbito da organização social.Item Composição da dieta de jovens de boca mole Larimus breviceps (Cuvier, 1830) (Actinopterygii: Sciaenidae) no litoral de Pernambuco(2022-05-26) Santos, Thamires Vieira dos; El-Deir, Ana Carla Asfora; Silva, Francisco Marcante Santana da; http://lattes.cnpq.br/4286692304867555; http://lattes.cnpq.br/4822569793807941; http://lattes.cnpq.br/3895003399617232As zonas de arrebentações são locais importantes para diversas espécies de peixes, pois servem de abrigo, proteção e alimentação. Conhecer a alimentação natural dos peixes nos permite inferir sobre a disponibilidade de alimento, bem como revelar aspectos da biologia e de suas relações tróficas. Larimus breviceps pertence à família Sciaenidae, sendo uma das espécies de importância na pesca artesanal. Desta forma, o presente estudo teve como objetivo conhecer a dieta de L. breviceps na zona de arrebentação da praia de Jaguaribe, litoral norte de Pernambuco. As coletas foram realizadas durante a maré baixa através de arrastos de praia utilizando rede do tipo mangote com 20 m de comprimento, 1,5 m de altura e 5mm de abertura de malha entre agosto de 2020 e julho de 2021. Os exemplares coletados foram medidos e eviscerados em laboratório, onde os estômagos foram analisados para o grau de repleção dos estômagos e os itens identificados até o menor táxon possível. A dieta foi caracterizada com base na frequência de ocorrência (%FO) entre os meses e os períodos chuvoso e seco. Um total de 117 indivíduos variou de 20,03mm-132,20mm de comprimento padrão. Do total, 17 estômagos estavam vazios representando 14,83% e 100 continham alimento. Foram identificados 13 itens alimentares divididos em 5 categorias (Crustacea, Teleostei, material vegetal, detrito e microplástico). A categoria Crustacea teve a maior frequência de ocorrência com 0,92 seguido de Teleostei com 0,86. O mesmo padrão observou-se para o período chuvoso em relação ao seco com 0,889 e 0,796 respectivamente. A espécie Larimus breviceps possui uma dieta carnívora composta por camarões e peixes, com tendência a carcinofagia, onde Crustacea foi a categoria mais consumida. Diante dos resultados, torna-se importante o estudo sobre alimentação da espécie L. breviceps, contribuindo assim para um maior conhecimento, visto que, há poucas informações na literatura a respeito da alimentação de jovens dessa espécie.Item Composição e variação temporal da assembleia de peixes capturados em currais no litoral norte do estado de Pernambuco(2019-01-23) Dias, Victor Sacramento; Andrade, Humber Agrelli de; http://lattes.cnpq.br/5938373350418153; http://lattes.cnpq.br/9813030378070984Neste trabalho o objetivo foi gerar informações a respeito da composição e diversidade da assembleia de peixes capturada na pesca de curral realizada no litoral norte de Pernambuco, bem como sobre a sua variação ao longo do tempo e as associações com temperatura e pluviosidade. Foram realizadas coletas mensais em currais localizados no litoral norte de Pernambuco em Ponta de Pedras. As amostras foram obtidas uma vez por mês, a partir de capturas comerciais realizadas em quatro currais da região. Foram obtidas informações sobre a temperatura e os horários da despesca além da captura em número. Dados a respeito da precipitação média da região forão obtidos junto à Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC). Os exemplares amostrados foram identificados, pesados (g) e medidos (mm). Quando a identificação in situ não foi possível, os exemplares foram levados para o Laboratório de Modelagem Estatística Aplicada (MOE), para posterior identificação e biometria. Foi calculado o índice de diversidade de Shannon e a riqueza de Margalef. Entre as famílias mais frequentes destacam-se Haemulidae e Carangidae. Há uma tendência as associações positivas entre pluviosidade e os índices de riqueza e diversidade. O índice de Margalef calculado apresenta um padrão de decaimento da riqueza durante o período chuvoso dos anos 2014, 2015 e 2016. A diversidade média para os períodos foram H’ = 2,24, para o período pretérito, e H’ = 2,48 para o período vigente. Das espécies que compõem a assembleia capturada nos currais foi possível observar 105 táxons durante o período amostral. A assembleia é composta em sua maioria por indivíduos de baixa importância comercial. Tanto a riqueza, quanto a diversidade possuem uma relação indireta com a pluviosidade local. A pesca de curral no litoral norte de Pernambuco é considerada uma atividade de baixa diversidade. A biomassa de maior valor provém de espécies das famílias Carangidae, Lutijanidae e Mugilidae, com destaque para os gêneros Caranx, Mugil e Lutjanus.Item Conservando o nosso sustento: a importância dos prados de angiospermas marinhas para o litoral do Brasil(2023-08-02) Silva, Gabriel Henrique Ferreira da; Magalhães, Karine Matos; http://lattes.cnpq.br/1529606079794689; http://lattes.cnpq.br/5319826249104367As angiospermas marinhas formam um importante ecossistema costeiro para o desenvolvimento da biodiversidade, em especial de importância econômica e alimentar para comunidades tradicionais pesqueiras. Apesar de sua importância, nas últimas décadas, tais prados vêm sofrendo degradação contínua, resultando na perda do habitat. Dentre as dificuldades em proteger esses prados está a falta do reconhecimento e percepção de sua importância para a população e órgãos governamentais, sendo raramente inseridos em Planos de Manejo. Reconhecer suas contribuições e benefícios para as comunidades pesqueiras é um atributo chave para tomadores de decisão, assim, o presente trabalho teve como objetivo identificar quais são as Contribuições das Angiospermas marinhas para as pessoas (Seagrass Contributions to People - SCP) ao longo do litoral brasileiro. Para isto, foi realizada uma revisão sistemática através de descritores inseridos nas bases de dados Web of Science Group e Scopus, com a seleção dos dados realizada no programa de referências bibliográficas Mendeley, utilizando como critério de inclusão trabalhos que abordam as angiospermas marinhas no litoral brasileiro. No total, foram selecionados 129 trabalhos nas bases de dados (124 artigos, 5 capítulos de livros) relativos as seis espécies registradas no litoral brasileiro, que foram utilizadas na identificação das contribuições da SCP no litoral brasileiro. Os resultados mostram que a espécie Halodule wrightii fornece 20 contribuições para as pessoas, enquanto a Ruppia maritima e Halophila decipiens fornecem 13 e 11 contribuições, respectivamente, destacando-se a sustentação da fauna associada de interesse econômico e alimentar das regiões Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil. As angiospermas Halophila baillonii, Halodule emarginata e Halodule beaudettei, por sua vez, fornecem poucas contribuições, o que era de se esperar já que são as espécies mais raras e com menor distribuição ao longo do litoral. Com a revisão confirmamos o ecossistema das angiospermas marinhas como fundamental para garantia da sobrevivência e segurança alimentar das comunidades tradicionais pesqueiras brasileiras, por apresentar importantes contribuições como áreas de alimentação, berçário, conectividade para a fauna associada, formando valiosos pesqueiros ao longo da costa brasileira. Apesar disso, é essencial reconhecer as contribuições e benefícios dessas angiospermas, o que possibilitará a reversão do quadro de degradação contínua das mesmas, através de sua inclusão em Planos de Manejo, além do desenvolvimento de ações de conservação, monitoramento e legislação relacionadas ao seu uso.Item História de um legado: a pesca artesanal como patrimônio(2021-03-04) Targino, Gustavo Maia; Luna, Suely Cristina Albuquerque de; http://lattes.cnpq.br/4941715690112297Item Incidência de resíduos de pesca antes e durante a pandemia do COVID-19 no litoral norte de Pernambuco – Brasil(2021-12-10) Gomes, Gabriella Agnes de Oliveira Pester; Oliveira, Paulo Guilherme Vasconcelos de; Viana, Danielle de Lima; http://lattes.cnpq.br/5870460867763634; http://lattes.cnpq.br/5700488412022830; http://lattes.cnpq.br/0989776818751325Aparelhos de pesca perdidos, abandonados ou descartados (APPAD), referem-se a equipamentos como cabos, redes e armadilhas que continuam com função ativa de captura, porém sem nenhum objetivo de captura. Esses aparelhos têm gerado crescente preocupação, pois são responsáveis por causar vários impactos ambientais negativos, tal qual a pesca fantasma, responsável pela mortalidade de diversas espécies, algumas das quais presentes na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN. Além disso, os APPADs somam aproximadamente 10% do lixo marinho. Em 2019, com o início da pandemia do Coronavírus (SARS-CoV-2), o uso das praias foi impedido, interferindo diretamente na atividade pesqueira. Diante desse cenário, o objetivo do presente trabalho foi analisar a influência do período de isolamento social na atividade pesqueira e na incidência de APPADs do norte de Pernambuco. Assim como descrever e caracterizar os APPADs encontrados na região de praia e comparar a frequência destes dentre as praias analisadas. As coletas foram realizadas em 2019 e 2020, em quatro praias no litoral norte de Pernambuco, uma das quais se encontra dentro da Reserva Extrativista Acaú-Goiana. Foram realizadas buscas ativas no ambiente de praia, por um grupo formado por quatro pessoas. Cada dupla percorreu a praia de um mesmo município, simultaneamente, por uma hora. Os APPADs foram fotografados e coletados, além de levados para o Laboratório de Oceanografia Pesqueira (LOP) para análise quali-quantitativa. Adicionalmente foram calculadas a observação por unidade de esforço (OPUE) e as frequências absolutas e relativas. Grande parte do material coletado agrupou-se em faixas de menores comprimentos, peso, diâmetro e altura demonstrando a predominância de fragmentos. Houve uma diminuição significativa na frequência dos APPADs após o período de proibição do uso das praias, porém a variação sazonal continuou a mesma, indicando que provavelmente a atividade pesqueira no norte do estado não foi completamente interrompida. Os municípios apresentaram diferença significativa entre si, provavelmente em razão de diferenças do uso e manejo do espaço, densidade demográfica, turismo e presença de colônia de pescadores. Dessa forma, medidas são necessárias para promover uma maior conscientização sobre o tema e evitar a formação de novos APPADs.Item Obtenção e caracterização físico-química e nutricional de concentrado proteico oriundo de resíduos de filetagem de saramunete, Pseudupeneus maculatus (Bloch, 1793)(2024-06-06) Amaral, Rodrigo Pinheiro Crasto; Oliveira Filho, Paulo Roberto Campagnoli de; http://lattes.cnpq.br/8043850276929205; http://lattes.cnpq.br/5798261290131048O objetivo do presente estudo foi obter e caracterizar o concentrado proteico de resíduos de filetagem de saramunete, Pseudupeneus maculatus. Foram desenvolvidos dois tipos de concentrado proteico de saramunete (CPS), o tipo A e o tipo B, que podem ser diferenciados pela cor e seu odor, avaliando o rendimento, pH, atividade de água, coordenadas cromáticas, bases nitrogenadas voláteis, umidade, proteína, gordura e cinzas. O concentrado proteico de saramunete tipo A apresentou menor rendimento, apesar de ser mais ácido (menor pH) e maior valor de L* (luminosidade), menor valor de a* (vermelho/verde) e maior valor de b* (amarelo/azul) que o CPS tipo B. A atividade de água, a porcentagem de umidade e as bases nitrogenadas voláteis dos CPS foram baixas e sem diferença entre os tratamentos. O CPS tipo A apresentou maior porcentagem de proteína, indicando melhor qualidade proteica. Além disso, apresentou menor quantidade de lipídeos, indicando ser menos susceptível à oxidação lipídica. Portanto, o CPS tipo A é uma boa forma de agregar valor aos resíduos de saramunete por apresentar bom rendimento de CPS, características físico-químicas apreciáveis e aspectos nutricionais compatíveis com outros concentrados proteicos de pescado, tendo potencial de utilização em produtos alimentícios.Item Percepção dos serviços ecossistêmicos das angiospermas marinhas pelas comunidades tradicionais pesqueiras da área de proteção ambiental de Santa Cruz(2023-09-14) Souza, Wagner Lucena de Andrade; Magalhães, Karine Matos; Castro, Yasmim Alline de Araújo; http://lattes.cnpq.br/3594513406033459; http://lattes.cnpq.br/1529606079794689; http://lattes.cnpq.br/9987209298920882As angiospermas marinhas são plantas adaptadas ao ambiente aquático e que possuem flor, fruto e semente, formando extensos prados em ambientes estuarinos e marinhos, bem como estuários. Essas plantas possuem um papel fundamental no ciclo da água, ciclagem de nutrientes, regulação climática e de gases, pois fornecem diversos serviços ecossistêmicos, como os de provisão, regulação, cultural e suporte. Dessa forma, podem ser abrigo e habitat para espécies associadas de interesse econômico e alimentar, fornecendo subsídios para comunidades tradicionais pesqueiras, inclusive brasileiras, que dependem diretamente dos prados de angiospermas marinhas para sua segurança alimentar. Contudo, ao longo dos anos, os prados vêm sofrendo redução através de ações antrópicas e mudanças climáticas, o que indiretamente prejudica animais que usam essa planta como alimento, abrigo, área de reprodução e berçário, impactando na geração de renda e alimento por parte das comunidades. Assim, as populações vizinhas ao ecossistema possuem papel fundamental na conservação do mesmo, contribuindo para redução dos impactos que ocasionam a redução de ecossistemas e seus serviços. No litoral norte de Pernambuco há 3 espécies: Halodule wrightii, Halophila baillonii e Halophila decipiens que fornecem subsídio para comunidades costeiras próximas aos prados, desta forma, esse estudo foi desenvolvido na Área de Proteção Ambiental de Santa Cruz, visando analisar a percepção da comunidade tradicional pesqueira acerca dos serviços ecossistêmicos prestados pelas angiospermas marinhas.Item Pesca artesanal: um enfoque histórico(1977) Costa, Hamilton CavalcantiItem Pescadores e pescadoras artesanais: impactos socioeconômicos e ambientais do desastre do petróleo em municípios costeiros da Bahia(2021-12-21) Giusti, Juliana Vieira de Melo; Frédou, Flávia Lucena; Ferreira, Beatriz Mesquita Pedrosa; http://lattes.cnpq.br/3994459073070495; http://lattes.cnpq.br/4779271407117528; http://lattes.cnpq.br/3625924633830411Com o objetivo de avaliar o impacto causado pelo derramamento de petróleo para a pesca artesanal no estado da Bahia, pesquisa de campo foi estruturada, um ano depois, como também analisado o banco de dados, para estado da Bahia, da Fundação Joaquim Nabuco - Fundaj para pesquisa quantitativa. Ao todo 605 pescadores responderam o questionário da pesquisa quantitativa pertencentes a dez municípios distintos da Bahia e 40 pescadores (as) foram entrevistados para pesquisa qualitativa em três comunidades de Porto Seguro e Prado, na Reserva Extrativista de Corumbau - BA. Da pesquisa qualitativa e quantitativa, respectivamente, 34 / 85% pescam como atividade principal e 55% e 51,5% possuem Registro Geral da Pesca (RGP). Além do impacto ao meio ambiente, 38 e 92,4% afirmaram que o petróleo causou danos às áreas de pesca, foi citada a perda financeira: 24 declararam renda nula nos primeiros meses e 16 pessoas tiveram redução entre 50% a 70% da receita e 86,4% tiveram uma redução média na renda familiar. Apenas uma pequena parcela dos entrevistados 10% cita que órgãos públicos de diferentes instâncias atuaram, como: marinha, Instituto Chico Mendes de Biodiversidade - ICMBio, Exército e prefeituras. Problemas como a dificuldade de compra de outros componentes da alimentação básica e a desvalorização do pescado, tendo os valores demorado mais de um semestre para retornar ao preço de mercado, foram citados. Além disso, durante o período de pandemia, o pescado sofreu queda de demanda, resultando em maior diminuição do preço. Cita-se ainda a paralisação das reuniões da associação de pescadores e do conselho da Reserva Extrativista (Resex). Logo após o desastre, a pandemia ocasionou a desarticulação, visto que muitos pescadores (as) não possuem condições de acesso remoto. Observou-se a resistência dos povos tradicionais e ambiental. Apesar da sequência de impactos, continuaram pescando, o que não deve ser justificativa para a ausência de responsabilidade e ações de compensação. Prejuízos à saúde precisam ser investigados. Além disso, monitoramento ambiental e de sanidade do pescado precisa ser realizado de forma contínua. É necessária escuta das comunidades, inclusão digital para viabilizar reuniões de forma remota na pandemia, visando retomada das articulações que fortaleçam a gestão dos territórios de forma participativa e eficiente.Item Relatório do Estágio Supervisionado Obrigatório realizado na Associação de Pescadores e Trabalhadores em Atividades Afins de Igarassu(2019-02-05) Duarte Filho, Pedro Paulo; Oliveira, Paulo Guilherme Vasconcelos de; http://lattes.cnpq.br/5700488412022830O Estágio Supervisionado Obrigatório (ESO) ocorreu na Associação de Pescadores e Trabalhadores em Atividades Afins de Igarassu (A-11), localizada na cidade de Igarassu – PE. O estágio teve um total de 300 horas, ocorridos no período de Novembro de 2017 à Janeiro de 2018, sob orientação do Prof. Dr. Paulo Guilherme Vasconcelos de Oliveira e Djalma Soares Correia. Durante o período do estágio, foi acompanhado o dia a dia de trabalho da Associação, tendo como principal objetivo, auxiliar os integrantes com todas as atividades relacionadas ao funcionamento da A-11, sendo algumas delas, fazer o cadastramento de novos associados (coletando todas as informações necessárias por meio de um questionário) para preencher sua ficha cadastral, efetuar a renovação anual da carteirinha de membros já associados, fazer presente a reuniões com órgãos parceiros, por exemplo, PRORURAL, para a discussão de possíveis projetos, entre outras tarefas, desta forma colocando em prática, muito do que se foi aprendido durante todo o período de sala de aula no curso de Bacharelado em Engenharia de PescaItem REMAR: educação ambiental em busca do desenvolvimento socieconômico e da sustentabilidade da pesca artesanal(2022-06-08) Ramalho, Maryanna Costa; Guilherme, Betânia Cristina; Cidreira Neto, Ivo Raposo Gonçalves; http://lattes.cnpq.br/5326095246015406; http://lattes.cnpq.br/3131730022364100; http://lattes.cnpq.br/1998807310539106A pesca artesanal consiste na atividade onde o pescador, de forma individual ou coletiva, envolve-se diretamente na captura dispondo de instrumentos relativamente simples, essa prática apresenta-se como uma fonte essencial de alimento e emprego para diversas populações humanas. Dentre as modalidades da pesca, a mariscagem é culturalmente exercida por mulheres denominadas marisqueiras que realizam sua pesca coletando moluscos bivalves. Diversas atividades antrópicas tem o potencial causador de significativa degradação, sendo uma das principais problemáticas ambientais a geração e disposição inadequada dos resíduos oriundos da pesca (REMAR). A criação, implantação e monitoramento de ações para atenuar ou anular os efeitos danosos causados pelos resíduos são elemento indispensáveis em um modelo de gestão efetiva do REMAR. Nesse contexto, a Educação Ambiental busca auxiliar no manejo, gestão dos recursos provenientes da atividade pesqueira artesanal, e consequente transformação no olhar das pessoas com o ambiente que as cercam. O presente trabalho objetiva desenvolver estratégias de educação ambiental para o reuso destes resíduos, como forma de promover um desenvolvimento socioeconômico para as marisqueiras e garantir uma pescaria mais sustentável. O estudo foi realizado no bairro de Brasília Teimosa, tendo como público alvo as pescadoras artesanais e mulheres residentes da comunidade. A pesquisa foi composta por três módulos no tocante aos dados primários: i) aplicação de 40 questionários visando analisar o perfil econômico e socioambiental; ii) utilização de indicadores ambientais para gerar informações com relação a realidade do ambiente pesquisado; iii) produção de oficinas de artesanatos a partir do reuso das conchas. De modo geral, as marisqueiras não fazem uso das conchas de molusco, muitas vezes depositando-os na maré. O local de descarte analisado está situado em uma área considerada muito desenvolvida, apresentando quanto aos indicadores naturais e socioeconômicos as notas C e B respectivamente. Por fim, no que se refere às oficinas realizadas, a alternativa de reaproveitamento gerou uma perspectiva de incremento a renda das participantes bem com sua consequente autonomia, despertando interesse para a criação de modelos e peças além das que foram instruídas no curso.
