Navegando por Assunto "Ritos e cerimônias fúnebres"
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Item A busca pelo bem-morrer no Recife oitocentista: um panorama dos óbitos e enterramentos da Freguesia do Santíssimo Sacramento de Santo Antônio (c. 1818 - c. 1826)(2026-02-05) Lima, Nicoly Maria Caetano; Almeida, Suely Creusa Cordeiro de; Oliveira, Luanna Maria Ventura dos Santos; http://lattes.cnpq.br/4568221860409469; http://lattes.cnpq.br/5060116886139677; http://lattes.cnpq.br/9805847239494749Esta pesquisa tem como objetivo principal analisar o simbolismo da morte e as práticas funerárias desenvolvidas nas igrejas da Freguesia do Santíssimo Sacramento de Santo Antônio, situada na cidade do Recife, em Pernambuco, ao longo das primeiras décadas do século XIX. A investigação busca compreender como as concepções sociais sobre a morte se manifestaram através dos ritos e costumes fúnebres praticados no interior da freguesia. Para isso, propõe-se delinear um perfil demográfico dos óbitos registrados nesse espaço, observando variáveis como idade, sexo, condição social, mortalha e local de sepultamento, a fim de identificar padrões e rupturas nos modos de morrer. Com base nessas informações, pretende-se interpretar as representações simbólicas da morte entre os indivíduos da época e evidenciar de que maneira os rituais mortuários revelavam elementos culturais, religiosos e sociais subjacentes às práticas de sepultamento, contribuindo assim para a compreensão das dinâmicas histórico-culturais do Recife oitocentista.Item Morte, rituais fúnebres e epidemias: as implicações na criação do Cemitério Público do Recife (1850-1860)(2019-01-29) Melo, Igor Cordeiro de; Bandeira, Élcia de Torres; http://lattes.cnpq.br/4669638328828195; http://lattes.cnpq.br/9537347880328155Este trabalho analisa historicamente as atitudes de diversas sociedades ocidentais diante da morte e das epidemias, para apresentar as mudanças e permanências destas atitudes na concepção do cemitério extramuro na cidade do Recife. Relaciona a concepção deste espaço à influência europeia na adoção de medidas de reordenamento urbanístico e medidas profiláticas do meio social, alterando a relação dos diversos atores sociais com a religiosidade em suas práticas e ritos fúnebres na segunda metade do século XIX. As práticas fúnebres do Recife oitocentista e sua relação com a finitude da vida sofrem influências de diversas sociedades em períodos históricos distintos. A proposta deste trabalho é apresentar uma revisão historiográfica sobre o tema acompanhando a partir da Idade Média até o século XIX as formas de abordagem da morte, dos ritos fúnebres e das epidemias e os debates suscitados em torno destas questões, procurando apresentar medos e problemas por elas provocados nas sociedades, as transformações e as resistências às mudanças e as soluções apontadas dentro de um modelo higienista no século XIX no Recife. Apoia-se no suporte teórico oferecido por Phillipe Arriès e Jacques Le Goff, renomados estudiosos do tema. Socialmente, a morte se apresenta estranha e inconveniente. Nos diversos períodos históricos questionou-se a finitude da vida, mas esta incógnita não impediu que os indivíduos apresentassem as mais distintas explicações, segundo seu tempo histórico, utilizando suas interações socioculturais e a percepção do mundo à sua volta. A presença cotidiana da morte revela sua importância para que possamos conviver com ela sem tantos medos, cientes das providências que podem posterga-la em sociedades que primem pela preocupação e pelas ações com medidas higienistas que garantam a melhoria da qualidade de vida da população. Estas providências remodelaram os ritos de morte no Recife nos oitocentos, deslocando as inumações para o cemitério público do Recife apontando para a relevância deste trabalho.
