TCC - Licenciatura em Letras (UAST)
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Item Cultura do desmame: uma análise crítica de discursos sobre aleitamento materno em posts do Instagram(2022-10-11) Rebeca Rocha Novaes Silva; Figueiredo, Marcela Cássia Sousa de Melo Benício; Cavalcanti, Larissa de Pinho; http://lattes.cnpq.br/7660087236639667; http://lattes.cnpq.br/7276037458536539; http://lattes.cnpq.br/5961942731436451O presente estudo objetivou investigar como os discursos reproduzidos nas redes sociais funcionam como manivelas para fortalecer a Cultura do Desmame. Este trabalho nasce da necessidade de denunciar os discursos que se fortalecem ao naturalizar o desmame precoce enquanto mulheres e bebês são negligenciados. Amamentar é questão de saúde pública e discutir sobre é pensar nos direitos e autonomia sobre os corpos das mulheres. Para a fundamentação de nosso trabalho, utilizamos documentos oficiais que defendem a amamentação, tais como o Guia Alimentar Para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos (Ministério da Saúde, 2019), as Bases para a discussão da Política Nacional de Promoção, Proteção e o Apoio ao Aleitamento Materno (Ministério da Saúde, 2017) e o Guia Prático de Aleitamento Materno – Sociedade Brasileira de Pediatria (Departamento Científico de Aleitamento Materno, 2020). Além disso, recorremos a artigos da área da bioética, que nos fornece dados específicos para visualizarmos a amamentação no nosso país e a perspectiva analítica da Análise Crítica de Discursos para abordagem verbo-visual do corpus selecionado. Para composição do corpus da pesquisa, foram analisados e selecionados perfis na rede social Instagram de profissionais de saúde que atendem ao público materno-infantil. Em cada perfil, foram recortados posts por meio da tag #SMAM, referente à Semana Mundial da Amamentação. Operamos um recorte cronológico entre 2019 e 2021, anos que mostraram um aumento de postagens relacionadas ao tema. Nos posts, é possível identificar que perfis de profissionais da saúde recorrem a afeto e discursos laicos para promover a cultura do desmame, enquanto posts que defendem a AME, afirmam que amamentar é mais que amor e levam o amor como maior argumento para “convencer” mulheres de que é preciso amamentar.Item Escrevivências afetivas: narrar-me como método para pensar as masculinidades negras(2026-07-10) Silva, Everton Leandro da; Figueiredo, Marcela Cássia Sousa de Melo Benício; Apolinário, José Antônio Feitosa; http://lattes.cnpq.br/1121641464509822; http://lattes.cnpq.br/7276037458536539; http://lattes.cnpq.br/1971348461398301Este trabalho tem como objetivo analisar como a masculinidade negra é construída e tensionada no contexto brasileiro, a partir de uma perspectiva interseccional que articula raça, gênero e classe. Busca-se compreender de que maneira processos históricos, como a colonialidade, impactam a vivência afetiva de homens negros, bem como investigar possibilidades de ressignificação por meio da escrevivência. Em um país marcado por profundas desigualdades raciais e de gênero, torna-se fundamental analisar a construção social da masculinidade negra, especialmente no que se diz respeito à sua dimensão afetiva e emocional. À vista disso, o presente trabalho adota a literatura afro-brasileira em seu corpo teórico (Evaristo, 2017), (Fanon, 2008), (bell hooks, 2021; 2025), (Grada Kilomba, 2019) e (Lélia Gonzalez, 1982), através de uma pesquisa qualitativa, de caráter bibliográfico e ensaístico fundamentada na escrevivência como perspectiva metodológica. Ao final deste trabalho discutimos como mecanismos de reconhecimento social em uma estrutura racializada e hierarquizada, assim como os impactos estruturais do patriarcado na construção da masculinidade negra.
