TCC - Engenharia Agrícola e Ambiental (Sede)

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    Análise geoespacial e modelagem da condutividade hidráulica de solo cultivado com repolho no Vale Aluvial do Mimoso
    (2025-12-22) Silva, Jeferson Antonio dos Santos da; Montenegro, Abelardo Antônio de Assunção; http://lattes.cnpq.br/7947714302950574; http://lattes.cnpq.br/0815590992380180
    O presente trabalho analisa a utilização de geotecnologias e modelagem da condutividade hidráulica em conjunto com soluções baseadas na natureza (SbN) para práticas de manejo agrícola sustentável no semiárido brasileiro, tendo como fatores característicos a escassez hídrica e solos com baixa retenção de água. O objetivo geral constitui-se em avaliar de maneira não destrutiva, a influência do biochar e da cobertura morta na condutividade hidráulica e no vigor vegetativo do repolho (Brassica oleracea), por meio de imagens capturadas por drone. A pesquisa foi realizada no Vale Aluvial do Mimoso, em Pesqueira, Pernambuco, Brasil, com delineamento em blocos casualizados associando ou não a cobertura morta a diferentes doses de biochar. O monitoramento utilizou drone equipado com sensores multiespectrais, RGB e infravermelho próximo, para avaliação dos índices de vegetação Normalized Difference Vegetation Index (NDVI) e Visible Atmospherically Resistant Index (VARI), além da utilização do algoritmo Beerkan Estimation of Soil Transfer (BEST) para modelagem de condutividade hidráulica. Os resultados indicaram que a utilização de biochar e cobertura morta auxiliou no vigor vegetativo, com resultados significativos nos índices espectrais e melhoria na estrutura porosa do solo. A cobertura morta apresentou-se eficiente para atenuar o efeito de fundo do solo exposto nas imagens com vegetação esparsa, possibilitando maior precisão nas interpretações dos índices sobre a saúde das plantas. Conclui-se que o uso de práticas conservacionistas associadas ao monitoramento com drones possibilita uma gestão estratégica para a agricultura, auxiliando na tomada de decisão e na resiliência frente às limitações climáticas da região.
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    Análise comparativa das dinâmicas ambientais pós frequência de fogo nas mesorregiões Sertão e São Francisco pernambucano: análise geoespacial e estudo de caso dos municípios de Triunfo e Cabrobó (2000-2022)
    (2025-12-17) Silva, João Victor Estolano da; Nascimento, Cristina Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/9289129949520610; http://lattes.cnpq.br/8057741532061155
    Este estudo analisou a dinâmica das queimadas e as mudanças no uso e cobertura do solo no bioma Caatinga entre 2000 e 2022, utilizando como referência dois municípios de mesorregiões distintas de Pernambuco, Triunfo na mesorregião Sertão de Pernambuco, e Cabrobó, no São Francisco pernambucano, selecionados por apresentarem áreas específicas com recorrência significativa de focos de calor. Em Triunfo, verificou-se uma região com aumento expressivo da frequência de fogo entre 2000–2005 e 2005–2010, atingindo classes elevadas de recorrência (4 e 5), o que contribuiu para uma drástica redução de 64,46% das áreas de formação florestal, acompanhada pela expansão de formações savânicas, campestres e pastagens. Apesar de, a partir de 2010 não terem sido registradas queimadas de alta frequência, o município continuou a apresentar eventos de fogo, porém em classes inferiores, refletindo um processo contínuo de pressão ambiental. Em contraste, o município de Cabrobó apresentou sinais evidentes de reorganização ecológica e regeneração da paisagem, com aumento de cobertura savânica, substituição de áreas degradadas por novos mosaicos de uso e, de forma marcante, uma expansão de aproximadamente 2684% da área de corpos hídricos. Essa recuperação hídrica e vegetativa está associada não apenas às mudanças no uso do solo, mas também à influência direta do Vale do São Francisco e da represa de Terra Nova, que funcionam como importantes moduladores da disponibilidade de água e da estabilidade ecológica local. Embora ambos os municípios pertençam ao mesmo bioma, os resultados evidenciam trajetórias contrastantes, determinadas pela intensidade da ação antrópica, pela estrutura do relevo e pelos recursos hídricos disponíveis, reforçando a necessidade de estratégias de manejo integradas e específicas para cada contexto ambiental dentro do semiárido pernambucano.
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    Mapeamento e caracterização das áreas queimadas nas mesorregiões do Sertão e São Francisco Pernambucano (2010–2022) por meio de imagens MODIS e dados MapBiomas
    (2025-12-17) Silva, Hortência Cristina da; Nascimento, Cristina Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/9289129949520610; http://lattes.cnpq.br/3329717909745521
    As mesorregiões do Sertão e do São Francisco Pernambucano têm como bioma predominante a Caatinga e apresentam clima semiárido, caracterizado por altas temperaturas, baixa umidade e regime pluviométrico irregular. Essas regiões vêm sofrendo pressões significativas decorrentes de ações antrópicas, como o desmatamento e a ocorrência recorrente de queimadas. O objetivo deste estudo foi mapear, caracterizar e quantificar a incidência de focos de calor, bem como analisar o uso e a cobertura do solo nessas mesorregiões. Adicionalmente, buscou-se avaliar a capacidade de recuperação ou regeneração natural da vegetação após eventos de queima, utilizando imagens de satélite, quantificação das áreas afetadas e a frequência das ocorrências de fogo. Para isso, foram utilizadas imagens do sensor MODIS, a bordo da plataforma orbital Terra, a fim de identificar as áreas atingidas, analisar o NDVI e desenvolver um código na plataforma Google Earth Engine (GEE) para detectar, de forma operacional, áreas com potencial de regeneração vegetal. As imagens do MapBiomas foram utilizadas para classificar o uso e a cobertura do solo nos dias de queima, além de avaliar a extensão e a frequência dos eventos de fogo. Os resultados indicam um aumento progressivo no número de focos de calor entre o período de 2010 e 2022, especialmente nos meses de agosto a novembro, com pico registrado em outubro de 2021 (662 focos). A maior área queimada ocorreu em 2022, totalizando 14.484,93 hectares. Os eventos de fogo concentraram-se majoritariamente em áreas de Formação Savânica (59,26%) e Pastagem (15,34%), que também apresentaram as maiores extensões de queima, com 46.156,20 ha e 8.347,82 ha, respectivamente. Assim, as informações obtidas por sensoriamento remoto demonstraram elevada relevância para a detecção de focos de calor, o monitoramento da regeneração da vegetação e a quantificação das áreas impactadas pelo fogo.
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    Utilização de algoritmo para análise de sinal em sistema inteligente de baixo custo para caracterização da variabilidade espacial do solo e uso em agricultura de precisão
    (2025-12-17) Santos, Beatriz Regina da Silva; Sousa, Emanoel Di Tarso dos Santos; http://lattes.cnpq.br/3682039140895268; http://lattes.cnpq.br/3380544029010076
    O mapeamento da condutividade elétrica aparente do solo apresenta potencial para caracterização da variabilidade espacial do solo, uma vez que pode se correlacionar com outros atributos do solo e reduzir o número de amostras necessárias, reduzindo assim os custos de análise. Entretanto, falhas de contato entre os eletrodos do sensor que mede a Condutividade elétrica aparente (CEa) e o solo podem comprometer a qualidade das medições. Dessa forma, este trabalho buscou avaliar um multisensor de baixo custo e verificar se o algoritmo desenvolvido para análise de sinal empregado nele interfere na qualidade dos dados obtidos. Inicialmente, realizou-se um teste de bancada em condições controladas para verificar a resposta do algoritmo. Utilizaram-se três resistores (8Ω, 47Ω e 470Ω), sendo a primeira leitura realizada com todos os eletrodos em contato com os resistores, e nas leituras seguintes, procedeu-se à desconexão gradual de cada eletrodo. Para cada condição testada foram realizadas 15 leituras. Tendo em vista que o coeficiente de variação (CV) das leituras variou de 2% para 20% quando houve perda de contato com o primeiro eletrodo, e de 2% a 6% quando foi retirada a conexão com os outros eletrodos de forma alternada, isso sugere que a interrupção ou alteração do contato entre os eletrodos afeta a estabilidade da leitura de CEa para todos os resistores avaliados. Posteriormente, foi realizada a avaliação em campo no talhão 5 da Estação experimental de cana-de-açúcar da UFRPE, onde 60 pontos foram coletados com informações de temperatura, CEa e umidade. Como resultado, tivemos que a CEa não apresentou correlação significativa a 5% de significância para maioria dos atributos analisados, com exceção da temperatura, que apresentou correlação médio negativa tanto com a CEa obtida incluindo as leituras sem contato (CEa_c) quanto com a CEa obtida apenas com leituras com contato adequado (CEa_s). Além disso, o nível de concordância entre as zonas de manejo testadas, variou de ruim a muito ruim para a maioria das variáveis consideradas.
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    Desenvolvimento de um sistema automatizado para monitoramento do consumo hídrico em bezerras leiteiras
    (2025-12-12) Aguiar, Ana Carolina Silva Vaz Curado de; Almeida, Gledson Luiz Pontes de; http://lattes.cnpq.br/2328849810614673; http://lattes.cnpq.br/1445676612545541
    O Brasil é um dos maiores produtores de leite do mundo, mas ainda depende de importações, registrando em 2023 um déficit superior a 1 bilhão de dólares. Nesse cenário, o Agreste Pernambucano destaca-se como um polo leiteiro em ascensão, impulsionado pelo avanço tecnológico e pelo aumento da produtividade nacional, que mais que triplicou nas últimas décadas, mesmo com menos vacas ordenhadas. A incorporação de tecnologias também fortalece a pecuária de precisão, permitindo o monitoramento individual das bezerras, sendo o controle do consumo de água essencial por melhorar a digestibilidade e o desenvolvimento inicial. Entretanto, a confiabilidade limitada dos sensores em condições reais evidencia a necessidade de sistemas mais robustos e calibrados para um monitoramento hídrico eficaz. Desta forma, objetivou-se desenvolver, calibrar e validar um sistema de monitoramento automatizado do consumo hídrico para bezerras leiteiras na fase de aleitamento. A pesquisa foi conduzida em duas etapas complementares: a fase laboratorial, realizada na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), destinada à calibração, validação e desenvolvimento do sistema; e a fase em campo, realizada no Bezerreiro Tropical da Fazenda Almeida, em Capoeiras - PE, onde o sistema foi instalado e avaliado em condições reais de operação. Foram selecionados quatro sensores de fluxo (YF-S201, YF-S401, YF-B1 e YF-B4) e calibrados em ambiente controlado por meio de um protótipo integrado a um microcontrolador ESP32, no qual foram registradas 60 leituras por sensor (30 contínuas e 30 intermitentes). O sensor com melhor desempenho foi instalado no bezerreiro e incorporado a um sistema IoT, responsável pela aquisição, processamento e transmissão Wi-Fi dos dados para um dashboard de monitoramento. A calibração em campo foi implementada no próprio firmware, permitindo o envio dos pulsos ao servidor e o retorno automático dos parâmetros ajustados. Após quatro meses de operação, a estabilidade do sensor foi reavaliada com a passagem de 1 L de água, no qual foram registradas 24 leituras (12 contínuas e 12 intermitentes) e todas as etapas, laboratoriais e de campo, foram analisadas por estatística descritiva e representadas por boxplots. Os quatro sensores analisados apresentaram média igual a 1 nos regimes contínuo e intermitente, indicando calibração centralizada. A análise estatística mostrou que o fluxo contínuo gera menor variabilidade. Considerando variabilidade, estabilidade da mediana, controle dos valores extremos e presença reduzida de outliers, o sensor YF-B4 foi o mais adequado ao monitoramento hídrico em condições reais. Em campo, o sistema IoT com ESP32 e ThingsBoard operou de forma contínua, registrando e transmitindo dados em tempo real. O modo de calibração em campo permitiu ajustes diretos, com passagem de 1 L e leitura imediata dos pulsos, garantindo precisão sem necessidade de laboratório. Após quatro meses, a primeira calibração apresentou grande variação, atribuída ao longo período sem manutenção, mas os valores se estabilizaram nos dias seguintes, evidenciando que calibrações periódicas são essenciais para manter a acurácia. Conclui-se que o YF-B4 apresentou o melhor desempenho geral, que o sistema automatizado foi eficiente para monitorar o consumo hídrico e que a calibração recorrente é indispensável para assegurar confiabilidade dos dados em ambientes reais de produção.
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    Trocas gasosas em coentro hidropônico cultivado com água salobra: perspectivas no semiárido pernambucano
    (2025-12-16) Lucena, Alexandre Emanuel Andrade de; Silva, Ênio Farias de França e; http://lattes.cnpq.br/1144266495720148; http://lattes.cnpq.br/1557504314408700
    A hidroponia destaca-se como alternativa para o uso racional de águas salobras no Semiárido, mitigando riscos de degradação do solo. Todavia, o estresse salino impõe limitações fisiológicas severas às culturas, como a redução da absorção de nutrientes e do metabolismo oxidativo. Nesse contexto, há uma carência de informações sobre como o manejo dinâmico da solução nutritiva pode atenuar tais efeitos. Assim, o estudo de diferentes vazões justifica-se por sua capacidade de otimizar a oxigenação e a disponibilidade iônica no sistema radicular, fatores críticos para a resiliência das plantas sob condições de salinidade. O presente estudo avaliou o efeito da salinidade e das vazões da solução nutritiva sobre o desempenho fisiológico do coentro (Coriandrum sativum L.) em sistema NFT (Técnica do Filme Nutriente). O experimento foi conduzido na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) em delineamento fatorial 4 x 4, com quatro níveis de condutividade elétrica: 1,7 𝑑𝑆 ∙ 𝑚−1 ; 3 𝑑𝑆 ∙ 𝑚−1 ; 4,5 𝑑𝑆 ∙ 𝑚−1 ; 6,0 𝑑𝑆 ∙ 𝑚−1) e quatro vazões (1,0 𝐿 ∙ 𝑚𝑖𝑛−1 ; 2,0 𝐿 ∙ 𝑚𝑖𝑛−1 ; 3,0 𝐿 ∙ 𝑚𝑖𝑛−1 ; 4,0 𝐿 ∙ 𝑚𝑖𝑛−1) , estados em três composições iônicas distintas: sódica (predominância de 𝑁𝑎+), cálcica (predominância de 𝐶𝑎2+) e mista (equilíbrio entre múltiplos íons como 𝑁𝑎+, 𝐶𝑎2+e 𝑀𝑔2+), visando simular o perfil real das águas subterrâneas da região semiárida do Estado de Pernambuco. As variáveis analisadas foram as trocas gasosas – Taxa de assimilação líquida de 𝐶𝑂2 (A), Condutância estomática (gs), Transpiração (E) e Concentração interna de CO2 (Ci) – medidas com IRGA aos 30 dias após a semeadura revelaram que o coentro tolera salinidade de até 3,0 𝑑𝑆 ∙ 𝑚−1. Acima desse limite, a salinidade reduziu a gs e a A. Notavelmente, vazões intermediárias ( 1,0 − 2,0 𝐿 ∙ 𝑚𝑖𝑛−1) otimizaram a assimilação de CO2, e a solução mista causou os maiores prejuízos fisiológicos, evidenciados pela maior redução na condutância estomática (gs). Tais resultados reforçam a importância de se considerar a natureza catiônica da água, e não apenas a condutividade elétrica, no manejo da cultura. Portanto o manejo eficiente da composição iônica e da dinâmica de circulação da solução é fundamental para a viabilidade do cultivo hidropônico do coentro com águas salobras no semiárido.
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    Perfil dos egressos do Bacharelado em Engenharia Agricola e Ambiental da UFRPE/Sede (2014.2 a 2023.1)
    (2025-03-21) Silva, Gabrielli Renata Barbosa da; Santos Júnior, José Amilton; Laurenti, Renato; http://lattes.cnpq.br/8853216777317634; http://lattes.cnpq.br/2839547928353699; http://lattes.cnpq.br/7391096703425088
    A Engenharia Agrícola e Ambiental integra conhecimentos da engenharia e das ciências agrárias com foco em soluções sustentáveis para a produção agropecuária e a gestão ambiental. No Brasil, essa formação teve início na década de 1970, com a Universidade Federal de Viçosa introduzindo o curso com enfoque ambiental em 2000. Na UFRPE, o curso foi implantado em 2002, inicialmente como Engenharia Agrícola, sendo renomeado em 2003. Apesar de sua importância, a área apresenta alta taxa de evasão, com taxa de sucesso em torno de 35% na UFRPE, reflexo de dificuldades acadêmicas, financeiras e de inserção no mercado. Este trabalho tem como objetivo analisar a formação e a trajetória profissional dos egressos da UFRPE, com base em dados institucionais e plataformas digitais, visando propor melhorias que fortaleçam o curso e contribuam para o desenvolvimento sustentável regional e nacional.
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    Avaliação de sistema inteligente de baixo custo para caracterização da variabilidade espacial do solo e uso em agricultura de precisão
    (2025-02-17) Luiz, Maria Eloyse Gonçalves; Sousa, Emanoel Di Tarso dos Santos; Nascimento, Amélia Laisy; http://lattes.cnpq.br/6769009933620093; http://lattes.cnpq.br/3682039140895268; http://lattes.cnpq.br/9000206461335481
    O sistema inteligente de baixo custo desenvolvido para caracterização da variabilidade espacial do solo por meio da estimativa da condutividade elétrica aparente do solo foi avaliado para verificar a acurácia do sensor que visa reduzir a quantidade de amostras e os custos de amostragem por meio da correlação da CEa com temperatura e umidade. O sistema inteligente utiliza o princípio da resistividade elétrica para determinar a condutividade elétrica aparente (CEa), aplicando o método da Matriz de Wenner. No presente trabalho, o sistema inteligente foi testado em bancada e em campo. No teste de bancada, foram realizadas leituras de CEa utilizando resistores de filme metálico com resistências de 4,7 Ω a 680 Ω. O erro máximo das leituras foi de 6,69% e o coeficiente de variação foi inferior a 4%. No teste em campo, realizado no campo da UFRPE, foram coletados pontos amostrais com dados de CEa, umidade e temperatura do solo para duas condições de umidade: seco e úmido. Como resultado, as regiões com menor CEa apresentaram temperatura mais elevada e menor umidade, assim como, as regiões de maior CEa coincidiram com as de maior umidade e menor temperatura para ambas condições de solo. Além disso, as variáveis de CEa, temperatura e umidade do solo seco apresentaram dependência espacial de 28,42%, 14,84% e 64,57%, indicando dependência espacial moderada, fraca e moderada, respectivamente. Na condição de solo úmido, as variáveis de CEa, temperatura e umidade apresentaram IDE moderado, com 49,65%, 41,67% e 48,36%, respectivamente. A correlação linear, medida pelo coeficiente de Pearson, revelou que no solo seco, a correlação entre CEa e temperatura foi fraca negativa, enquanto a relação entre CEa e umidade foi fraca positiva. No solo úmido, a correlação entre CEa e temperatura foi moderada negativa, e entre CEa e umidade, fraca positiva. A correlação entre umidade e temperatura foi fraca negativa em ambas as condições de umidade. A análise de regressão indicou que, para o solo seco, não houve influência significativa da temperatura sobre a CEa, enquanto a umidade do solo apresentou impacto significativo nos valores de CEa, com nível de significância de 5%. Para o solo úmido, tanto a temperatura quanto a umidade apresentaram influência estatisticamente significativa sobre a CEa, com níveis de significância de 0,1% para a temperatura e 5% para a umidade.
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    Avaliação dos impactos ambientais negativos da disposição da vinhaça da cana-de-açúcar em solos agrícolas no Brasil: uma revisão bibliográfica sobre os efeitos no solo e nos recursos hídricos
    (2025-08-07) Santana, Patrícia Kelly Sousa; Barboza, Marianne de Lima; http://lattes.cnpq.br/8665242735385886; http://lattes.cnpq.br/5632774803304365
    Este trabalho tem como objetivo avaliar, por meio de revisão bibliográfica, os principais impactos ambientais decorrentes da disposição da vinhaça da cana-de-açúcar em solos agrícolas no Brasil, com ênfase nos efeitos negativos sobre a qualidade do solo e dos recursos hídricos. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, com abordagem exploratória. Foram priorizadas fontes publicadas nos últimos dez anos, com destaque para pesquisas mais recentes que abordam os impactos da vinhaça no solo e nos recursos hídricos. No entanto, para o levantamento dos marcos legais e normativos aplicáveis, foi necessário ampliar o recorte temporal da pesquisa, em razão da escassez de legislações atualizadas e específicas sobre a temática. Essa limitação evidencia lacunas no arcabouço legal e reforça a importância de revisões periódicas nas normas vigentes. Os resultados indicam que, embora a vinhaça seja um subproduto rico em nutrientes e amplamente utilizado na fertirrigação, sua aplicação sem critérios técnicos pode provocar salinização, compactação, alteração do pH, desequilíbrios microbiológicos, além da contaminação de corpos hídricos por nutrientes e matéria orgânica. Os riscos ambientais incluem a lixiviação de nitratos e fosfatos, a eutrofização de cursos d’água e a perda da biodiversidade. No entanto, diversas alternativas sustentáveis têm sido adotadas, como a digestão anaeróbia para produção de biogás e o uso da vinhaça como substrato para a obtenção de compostos de alto valor agregado, a exemplo da produção do ácido capróico. Conclui-se que o uso da vinhaça deve estar atrelado ao cumprimento de diretrizes técnicas, fortalecimento da fiscalização, monitoramento ambiental constante, inovação tecnológica e atualização das normas ambientais, visando compatibilizar produtividade agrícola e conservação ambiental.
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    Reuso de esgoto doméstico tratado na irrigação por gotejamento pulsado sobre o crescimento e rendimento de soja
    (2025-08-07) Souza, Mariana Oliveira de; Silva, Ênio Farias de França e; http://lattes.cnpq.br/1144266495720148
    A soja é a commodity mais produzida em todo o mundo, tendo o Brasil como maior produtor e exportador mundial atualmente. A disponibilidade de água é um dos fatores mais importantes no desenvolvimento das plantas, e para a soja em específico, em virtude da alta exigência hídrica, há limitação em sua produção em regiões de instabilidade pluviométrica. Com a contínua preocupação referente à disponibilidade de água para as próximas décadas, percebe-se a necessidade de adotar práticas que combinem a produção agrícola e o uso sustentável e racional dos recursos hídricos, e neste contexto o reuso de água surge como alternativa, que associada a técnicas de irrigação, aumentam a eficiência no uso da água. Deste modo, objetivou-se com o presente trabalho avaliar os efeitos da irrigação contínua e pulsada com diluições de esgoto doméstico tratado sobre aspectos biométricos e produtivos da cultura da soja. Foram realizados dois experimentos com dois tipos de solo sob ambiente protegido situado no Departamento de Engenharia Agrícola da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Campus sede, Recife – PE. Os experimentos foram conduzidos em delineamento em blocos casualizados em esquema fatorial 5x2, com quatro repetições. Para o primeiro fator, houveram cinco níveis de diluição de esgoto doméstico tratado (EDT), sendo: N1 – 0% de EDT e 100% de água de abastecimento; N2 – 25% de EDT e 75 % de água de abastecimento; N3 – 50% de EDT e 50% de água de abastecimento, N4 – 75% de EDT e 25 % de água de abastecimento e N5 – 100% de EDT e 0% de água de abastecimento. O segundo fator, constituído pelos pulsos de irrigação, sendo: P1 – lâmina total em uma única aplicação (irrigação contínua) e P2 –lâmina de irrigação dividida em quatro aplicações (quatro pulsos espaçados com intervalo de 30 minutos entre eles). O manejo da irrigação foi realizado via olo, feito o cálculo da lâmina requerida com base no balanço de água no solo, considerando o princípio da lisimetria de pesagem. Os parâmetros analisados foram: altura da planta, iâmetro do caule, número de vagens por planta, número de grãos por vagem, número de grãos por planta, massa de mil grãos, produtividade por hectare e eficiência do uso da água. O manejo da irrigação influenciou significativamente as variáveis avaliadas, com destaque para a irrigação pulsada, que promoveu melhor desempenho em diversos parâmetros, como diâmetro do caule, massa seca da parte aérea, número de vagens por planta, produtividade e eficiência do uso da água. As maiores diluições de EDT apresentaram, em geral, melhores respostas no desenvolvimento das plantas, enquanto as menores diluições resultaram em desempenhos inferiores, principalmente sob irrigação contínua. Os efeitos observados evidenciam o potencial de técnicas de manejo da irrigação em conjunto com uso de efluentes tratados para otimizar a produção agrícola e o uso racional da água.