01.1 - Graduação (Sede)

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    Uso do enriquecimento ambiental na reabilitação da fauna silvestre sob cuidados humanos
    (2023-03-31) Misael, Mariana de Barros; Schiel, Nicola; http://lattes.cnpq.br/5314455811830714; http://lattes.cnpq.br/8650078159527537
    A fauna silvestre enfrenta diversas ameaças, entre elas, o tráfico de animais, degradação de habitat, poluição e competição com espécies invasoras. Como consequência, muitos animais afetados são resgatados e levados para centros de reabilitação onde são cuidados e preparados para serem reintroduzidos na natureza. Durante esse processo de reabilitação, o uso do enriquecimento ambiental é uma importante técnica utilizada para proporcionar bem-estar animal de boa qualidade e desenvolver nos animais as habilidades necessárias para sua sobrevivência em vida livre. O objetivo deste trabalho foi realizar uma revisão bibliográfica acerca do uso do enriquecimento ambiental como ferramenta para a reabilitação de animais silvestres sob cuidados humanos, com isso compilamos informações de estudos sobre a implementação do enriquecimento ambiental em reabilitações e quais habilidades e medidas devem ser desenvolvidas para que o animal tenha sucesso pós-soltura. Foram pesquisados livros e artigos de diversos bancos de dados nos idiomas inglês, português e espanhol para acessar informações sobre enriquecimento ambiental, reabilitação e habilidades para sobrevivência em vida livre. Nesta pesquisa foram encontradas publicações que trazem a informação que muitos animais em cativeiro não conseguem exibir comportamentos naturais o que influencia no bem-estar dos mesmos fazendo com que os mesmos exibam comportamentos agonísticos com maior frequência e comportamentos estereotipados. Com isso, o enriquecimento ambiental age estimulando comportamentos naturais durante esse período em cativeiro. Na reabilitação, as habilidades que precisam ser desenvolvidas com o uso do enriquecimento ambiental para que o animal consiga sobreviver após a soltura são: locomoção, interação presa-predador, interação social, seleção de área de vida e forrageio. Após todo esse processo, a soltura branda é a forma mais indicada de devolver esses animais para a natureza, pois faz com que o indivíduo tenha contato com o ambiente antes que esteja totalmente livre. Monitorar esses animais após a soltura é um processo importante pois é a forma de concluir que aquele processo de reabilitação e soltura teve sucesso. Essa pesquisa trouxe trabalhos que mostram o bom efeito do enriquecimento ambiental na reabilitação, junto de medidas pós solturas adequadas, aumentando as chances de sobrevivência de um animal na natureza. Organizações e pesquisadores que trabalham reabilitando e acolhendo esses animais, são responsáveis em dar mais visibilidade a esse assunto, porém, algumas metodologias encontradas não são bem explicativas e a maioria dos trabalhos desenvolvidos não possuem fotos dos enriquecimentos realizados dando margem a uma interpretação dúbia. Além disso, nessa pesquisa, estudos com a habilidade de seleção de área de vida não foram muito trabalhados, assim como estudos com animais aéreos e marinhos. O compilado das informações desse estudo pode direcionar futuras pesquisas a preencherem as lacunas de conhecimento existentes e abordarem novas habilidades e novas estratégias que podem ser adaptadas para as espécies e que com isso, aumente o bem-estar dos seus animais.
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    Avaliação dos testudines que chegam ao CETRAS Tangara em Pernambuco
    (2022-10-10) Souza, Priscila Ellen da Silva; Santos, Ednilza Maranhão dos; Silva, Tatiana Clericuzi de Barros e; http://lattes.cnpq.br/6847371932414537; http://lattes.cnpq.br/5812920432455297; http://lattes.cnpq.br/2524781852370129
    Testudinata é o nome da Ordem que se refere a todas as formas identificadas de tartarugas, jabutis e cágados no mundo. Estes testudines estão presentes em diversos ambientes, desde terrestres a aquáticos dulcícolas e marinhos. Podem ocupar áreas urbanas devido à perda de habitat ou serem criados em cativeiro irregular. O tráfico de animais silvestre e a introdução de espécies exóticas são um agravante que causam diversos desequilíbrios ambientais com a retirada do animal de vida livre para o comércio ilegal ameaçando a biodiversidade. Por isso, é de grande importância a gestão de Centros de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres nos estados, para melhor tratamento, manejo e destinação dos animais. As modalidades entradas de animais silvestres nos centros são apreensão, resgate e a “Entrega Voluntária” onde o popular que criava ilegalmente um animal entrega espontaneamente ao CETRAS para reabilitação e se possível a soltura para reintrodução ao ambiente. Tendo a necessidade de fornecer um diagnóstico sobre as entradas e saídas de Testudines, o objetivo do trabalho foi analisar as entradas de testudines, evidenciando a riqueza, abundância, quanto a sua procedência e situação de estado de saúde. Concomitantemente produzir material de orientação e divulgação científica. As fichas de entrada do CETRAS Tangara com os dados avaliados são do período de janeiro de 2019 a dezembro de 2021. Um total de 10 espécies e 1648 indivíduos de Testudines deram entrada ao CETRAS no período de janeiro de 2019 a dezembro de 2021, incluídas na categoria de Resgate (n=506) e Entrega Voluntária (n=1136). A espécie com valores entrega voluntária foi o jabuti-piranga, Chelonoidis carbonaria, e de Resgate foi o cágado-de-barbicha, Phrynops geoffroanus. Sua procedência foi predominantemente em cativeiro domiciliar e ambientes periurbanos dos municípios próximos à Unidade de Conservação APA Aldeia Beberibe sendo Recife com 52,6%, Olinda 14,2%, Jaboatão dos Guararapes 11,9%, Paulista 10,8% e Camaragibe 10,5%, Pernambuco, Brasil.
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    Padrão comportamental de adultos e filhotes de papagaios-do-mangue (Amazona amazonica, Linnaeus 1766) em reabilitação no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (CETRAS-Tangara)
    (2022-10-03) Martins, Letícia de Oliveira; Xavier, Gileno Antonio Araújo; Bezerra, Bruna Martins; http://lattes.cnpq.br/4772160868667222; http://lattes.cnpq.br/9202400740510101; http://lattes.cnpq.br/2664007481381679
    Papagaios estão entre as aves mais visadas pelo tráfico de animais silvestres, por isso, são também um dos grupos mais recebidos nos Centros de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres, onde geralmente chegam ainda filhotes ou, quando adultos, com muitos anos de cativeiro. Por isso, o processo de reabilitação desses animais envolve múltiplas etapas dentro das quais a avaliação comportamental é um fator extremamente importante não somente para identificar comportamentos disfuncionais, como para verificar a aquisição de condutas comportamentais essenciais para a sobrevivência. Diante disso, o presente estudo objetivou investigar o padrão comportamental da espécie Amazona amazonica (papagaio-do-mangue) recebida e mantida no Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco (CETRAS-Tangara/CPRH) no processo de reabilitação para soltura. Especificamente, foi realizada a descrição do etograma dos animais e a comparação do comportamento de adultos e juvenis. Além disso, foi descrito o repertório vocal de filhotes. Para obter os dados comportamentais dos animais, foram adotados dois métodos de observação: ad libitum (para elaboração do etograma inicial) e Varredura (para obter o orçamento comportamental). Para cada método tivemos 30h de esforço amostral tanto para adultos como para os filhotes. Para obter o repertório vocal dos papagaios filhotes foram realizadas 30h de gravação com um gravador passivo AudioMoth 1.1.0. As gravações foram analisadas manualmente no Programa Raven PRO 1.6.0 para coleta dos parâmetros vocais de cada tipo de som. No total, 55 tipos de comportamentos foram identificados e organizados em 11 categorias; dos quais 48 foram observados nos filhotes e 36 nos adultos. Das 11 categorias comportamentais observadas, três (Empoleirado; Manutenção e Alimentação) foram as mais frequentemente observadas em ambos os grupos, correspondendo, no total, a mais de 50% dos seus orçamentos comportamentais. A frequência relativa das categorias não variou em função do horário do dia ou da presença de algum fator de interferência (e.g. presença de tratador), exceto para a categoria Manutenção do grupo dos adultos. Identificamos 20 tipos de sinais acústicos emitidos pelos filhotes. Todas as variáveis usadas foram importantes para diferenciar entre as vocalizações de filhotes de papagaios e cerca de 70% das vocalizações foram corretamente classificadas. Nossos resultados comportamentais podem contribuir para avaliação dos animais em reabilitação, identificando suas necessidades e ajudando a definir técnicas e procedimentos de reabilitação voltados às suas necessidades (físicas, sociais, alimentares, etc). Com relação aos dados de vocalização, mostramos um repertório rico para infantes e sugerimos que mais estudos devem ser realizados focando nos adultos para que se possa fazer uma comparação desses repertórios.