Engenharia de Pesca (Sede)
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Item Ecomorfologia e papel do ambiente de zona de arrebentação nos estágios de vida iniciais de espécies de Clupeiformes em uma praia arenosa tropical brasileira(2021-09-30) França, Vinícius Fellype Cavalcanti de; Severi, William; http://lattes.cnpq.br/0914569737947285; http://lattes.cnpq.br/8439327285134607As zonas de arrebentação são ambientes de elevada importância para os estágios de vida iniciais de diversas espécies de peixes por apresentar características como alta produtividade fito planctônica, provendo uma elevada disponibilidade de alimento, e seus fatores físicos como ação das ondas, ocasionando uma grande ciclagem de nutrientes e eleva a turbidez, tornando estes ambientes habitats de berçário ideais para várias espécies, por permitir seu desenvolvimento, dentre as quais se incluem as pertencentes a ordem Clupeiformes. Os peixes da ordem Clupeiformes possuem grande importância ecológica e comercial por se tratarem de peixes abundantes em praias tropicais com importância significativa nas pescarias artesanais e industriais ao redor do mundo. Estudos sobre sua ecologia alimentar e utilização de ambiente são relevantes e um dos métodos para a construção deste conhecimento é a aplicação de análises ecomorfológicas, por tornar possível o entendimento das interações ecológicas das espécies e suas adaptações. 10 variáveis ecomorfológicas foram analisadas de indivíduos pertencentes as espécies Anchoa tricolor, Anchoa januaria, Anchovia clupeoides, Anchovia lepidentostole, Lycengraulis grossidens, Chirocentrodon bleekerianus, Harengula clupeola and Opisthonema oglinum cujos valores foram aplicados numa análise de componentes principais (PCA) com os dois primeiros eixos explicando 60,71% da variância total. Foi observada uma grande sobreposição morfológica entre as espécies de Engraulidae com exceção de A. clupeoides, que se diferenciou das demais por apresentar altos valores do índice de compressão e do índice de compressão do pedúnculo caudal. As espécies de Clupeidae diferiram das outras famílias devido aos seus altos valores de altura relativa e comprimento relativo da cabeça, o que também mostrou diferenças entre elas com Harengula clupeola apresentando maiores valores destas variáveis. O representante da família Pristigasteridae apresentou sobreposição intermediária com as demais famílias, pois apesar de ter apresentado elevados valores dos índices de compressão e de achatamento ventral, ela obteve baixos valores de altura relativa, comprimento relativo do pedúnculo caudal, e aspecto médio da boca. A diferenciação morfológica entre as famílias e até entre espécies de uma mesma família indica diferenciação de nicho, mostrando que apesar da proximidade filogenética das espécies, há diferenciação em suas interações ecológicas com o ambiente, tornando sua coexistência possível.Item Biologia reprodutiva e ecologia trófica do peixe Larimus breviceps (Perciformes: Sciaenidae) no litoral da Paraíba(2021-01-29) Silva, Lucas Vinícius Santos; Frédou, Flávia Lucena; http://lattes.cnpq.br/4779271407117528; http://lattes.cnpq.br/5258131874570501O Boca-mole Larimus breviceps é uma das principais espécies capturadas como bycatch provenientes da pesca de camarão no Brasil. Apesar disso, estudos sobre a biologia e impactos da pesca na espécie ainda são escassos (e.g., maturação ovariana macroscópica e microscópica, desenvolvimento ovocitário, variação sazonal na dieta, atributos morfométricos, isótopos estáveis). No presente estudo descrevemos os principais aspectos da biologia reprodutiva e ecologia trófica de L. breviceps na Paraíba, Nordeste do Brasil. Um total de 970 indivíduos (549 fêmeas e 421 machos) foi capturado entre dezembro de 2016 e novembro de 2017 com uma rede de arrasto de praia. O comprimento total (CT) variou de 4,2 a 23 cm. A proporção sexual foi significativamente diferente (1 fêmea: 0,77 macho) para meses agrupados e para fevereiro, março, julho e outubro (p<0,05). As gônadas foram descritas por análises macroscópicas e microscópicas. Os ovários eram formados por oogonia, ovócito pré vitelogênico, vitelogênico, maturo e atrésico. Logo depois, cinco estágios foram definidos: imaturo, desenvolvimento inicial, desenvolvimento avançado, matura e regressão. O período de maior atividade reprodutiva ocorreu entre novembro e março e indivíduos imaturos ocorreram durante o ano todo. O comprimento médio de primeira maturidade (L50) foi de 11,1 cm CT. Para o estudo de alimentação, uma subamostragem foi realizada, com 479 estômagos analisados. O comprimento total dos indivíduos variou entre 6,3 e 19,2 cm. Nove categorias alimentares foram defenidas e Sergestidae foi caracterizada como presa principal (Iai = 83%). A composição da dieta mostrou um padrão diferente para juvenis e adultos. Diferenças significativas de 45 indivíduos (27 juvenis e 19 adultos) foram encontradas para o índice de achatamento corporal e o índice de achatamento do pedúnculo caudal, significando que adultos são nadadores mais rápidos do que juvenis. Um total de 40 indivíduos (estação seca = 20; estação chuvosa = 20) foram selecionados para análise de isótopos estáveis. Diferenças foram encontradas nos valores de δ13C na estação seca, na qual juvenis se alimentam de presas mais ricas em δ13C do que adultos. Foi encontrado um nível trófico entre a terceira e a quarta posição, classificando a espécie como carnívora predadora. As informações do presente estudo contribuem com o conhecimento geral da espécie e podem ser utilizadas para futuros desenvolvimentos de práticas de manejo que asseguram a sustentabilidade da exploração de espécies marinhas.Item Influência do alimento inerte durante a fase de pré-cultivo de larvas do camarão pitu Macrobrachium carcinus (Linnaeus, 1758)(2018) Bezerra, Bartolomeu José Lemos; Correia, Eudes de Souza; http://lattes.cnpq.br/1573696341397169; http://lattes.cnpq.br/1846481863094619O camarão “pitu”, Macrobrachium carcinus, é uma das espécies nativas com grande potencial para o cultivo, essa espécie possui desenvolvimento larval bastante prolongado, com grande número de estágios zoea. O presente estudo objetivou avaliar o efeito de diferentes tratamentos alimentares, no crescimento e sobrevivência de M. carcinus durante o cultivo larval. O experimento foi realizado durante 17 dias, onde cinco tratamentos foram considerados: Alimento Vivo (100%) - (AV), Alimento vivo (50%) + Dieta Inerte (50%) - (AVDI), Dieta Inerte (100%) - (DI), Dieta de Emulsão (100%) - (DE); e Alimento vivo (50%) + Dieta de emulsão (50%) - (AVDE), com uma densidade de estocagem de 800 larvas por tanque. As fêmeas ovígeras de pitu foram capturadas no Rio Una, Barreiros-PE com a utilização de “covos”, iscados com pedaços de coco. As larvas foram alimentadas três vezes ao dia com alimento vivo composto por náuplios de Artemia sp, dieta inerte (ração microencapsulada) e dieta de emulsão preparada no próprio laboratório. Foi realizada uma avaliação do desenvolvimento larval a cada três dias, os dados foram analisados através de ANOVA e teste de Tukey a 5%. Foram mensurados os parâmetros de qualidade de água, sobrevivência e índice de desenvolvimento larval, onde no tratamento com alimento vivo mais dieta de emulsão obteve melhores índices de sobrevivência.
