Especialização em Ensino de Ciências e Matemática (UAEADTec)
URI permanente desta comunidadehttps://arandu.ufrpe.br/handle/123456789/6895
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Item Análise de concepções docentes das áreas de ciências da natureza e matemática sobre o uso de tecnologias digitais e suas práticas pedagógicas(2025-05-16) Oliveira, Gabriela Alves de; Santos, Klyvia Leuthier dos; http://lattes.cnpq.br/2391298593108729; http://lattes.cnpq.br/2277869864110720O avanço exponencial das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs) no contexto educacional tem provocado transformações significativas nas práticas pedagógicas, exigindo dos docentes novas competências e adaptações metodológicas. Desta forma, este estudo buscou responder à questão norteadora: quais são as concepções de professores da área de ciências da natureza e de matemática do estado de Pernambuco em relação ao uso das tecnologias digitais em sala de aula e como eles implementam essa questão tecnológica em suas práticas pedagógicas? Logo, o objetivo foi analisar tais concepções dos participantes a partir dos dados coletados. A metodologia adotada foi de abordagem qualitativa, e o método fenomenológico, sustentada em referenciais bibliográficos, caracterização e na análise de conteúdo de dados coletados a partir da aplicação de um formulário que contou com a participação de 20 docentes vinculados a instituições de ensino público e privado de Pernambuco, da área de ciências da natureza e matemática. Os resultados obtidos permitiram criar duas grandes categorias para discussão. A primeira, referente à caracterização dos participantes, apontam que o perfil do docente foram majoritariamente professores em início de carreira, vinculados a instituições públicas de ensino médio da região metropolitana do estado e licenciados em ciências biológicas. Na segunda categoria referente ao uso das TDICs e a docência, analisamos que embora haja um número expressivo de recursos tecnológicos disponíveis, como softwares educativos, plataformas interativas e aplicativos móveis, a adesão da maioria dos profissionais e o reconhecimento de como esses recursos são facilitadores no processo de aprendizagem por parte dos alunos, a utilização efetiva em suas práticas pedagógicas ainda esbarra na defasagem da formação inicial, na falta de formação continuada, ausência de políticas institucionais de apoio e resistências oriundas de práticas docentes enraizadas. Conclui-se, que a presença de tecnologia nas escolas, por si só, não garante inovação pedagógica, sendo imprescindível o investimento em formação crítica e reflexiva dos docentes para a integração significativa das TDICs ao processo de ensino-aprendizagem.Item Estratégias a serem desenvolvidas para crianças com TEA visando a inclusão em uma abordagem de ciências exatas utilizando materiais do cotidiano(2025-06-09) Andrade, Maria de Fátima Geruza de; Santos, Klyvia Leuthier dos; http://lattes.cnpq.br/2391298593108729; http://lattes.cnpq.br/0422585784237326A inclusão de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Educação Infantil representa um desafio crescente para a escola contemporânea, exigindo práticas pedagógicas que respeitem a diversidade e assegurem a equidade no processo de ensino-aprendizagem. Diante do aumento expressivo nos diagnósticos de TEA, este estudo justifica-se pela urgência em compreender como essas crianças são acolhidas e acompanhadas no ambiente escolar, especialmente em contextos de vulnerabilidade estrutural e ausência de suporte especializado. O objetivo principal desta pesquisa foi caracterizar a rotina de atividades de crianças com TEA em uma escola pública do interior de Pernambuco, propondo estratégias de inclusão focada nas ciências exatas utilizando materiais do cotidiano. Adotou-se uma abordagem qualitativa, com observações sistemáticas da rotina escolar, entrevistas com educadores e análise documental, buscando compreender as estratégias utilizadas para promover a inclusão. Os resultados indicaram lacunas significativas na formação docente para lidar com a neurodiversidade, além da carência de recursos humanos e materiais. Apesar das limitações, foram identificadas iniciativas espontâneas de adaptação por parte dos professores, evidenciando esforço em promover interações sociais e aprendizagens significativas. Contudo, a ausência de apoio técnico compromete o acompanhamento individualizado e o pleno desenvolvimento das crianças com TEA. Conclui-se que, para alcançar uma inclusão efetiva, é imprescindível investir na formação continuada dos docentes, bem como garantir o suporte necessário por meio de políticas públicas que viabilizem a presença de profissionais de apoio e estruturas adequadas às necessidades do público-alvo da educação especial.
