Propagação vegetativa de Schinus terebinthifolia Raddi: influência do ácido indolbutírico em estacas semi-lenhosas
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2025-07-11
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Schinus terebinthifolia Raddi (aroeira-vermelha) é uma espécie nativa que se destaca tanto pelo seu papel ecológico na recuperação de áreas degradadas quanto pelo potencial econômico, devido à utilização de seus frutos e do óleo essencial. No entanto, a exploração extrativista, muitas vezes feita de forma predatória, tem colocado em risco as populações naturais, sendo necessário o desenvolvimento de métodos de propagação mais sustentáveis para esta espécie. Neste contexto, a reprodução sexuada, apesar de ser uma alternativa, apresenta limitações, como baixa taxa de germinação e grande variabilidade genética. Por outro lado, a propagação vegetativa pela técnica de estaquia de plantas adultas também enfrenta desafios, especialmente devido ao processo de lignificação dos tecidos e à redução dos níveis de auxinas naturais. Nesse cenário, o uso do ácido indolbutírico (AIB) se mostra como uma estratégia promissora para estimular o enraizamento de estacas semi-lenhosas. No entanto, para que esse método seja realmente eficiente, é fundamental ajustar os protocolos, levando em conta tanto a sensibilidade da espécie às concentrações do regulador quanto às condições ambientais envolvidas no processo. Sendo assim, este estudo avaliou o efeito de diferentes concentrações de ácido indolbutírico (AIB: 0, 2.500 e 5.000 mg L⁻¹) na propagação vegetativa de estacas semi-lenhosas de S. terebinthifolia. Para isso, foram coletadas 234 estacas basais totais, vindas de 13 indivíduos adultos (18 estacas de cada), padronizadas (6 cm de comprimento, folíolos reduzidos) e tratadas com AIB antes do plantio em substrato comercial (Basaplant™ + vermiculita). As estacas foram cultivadas sequencialmente em três ambientes: casa de vegetação (30 dias; umidade >80%, 27°C), casa de sombra (30 dias; 50% de luminosidade) e pleno sol (30 dias), com avaliações de sobrevivência, enraizamento e biomassa seca. Na casa de vegetação, a concentração de 5.000 mg L⁻¹ promoveu maior enraizamento (7,26%), mas com alta variabilidade (DP ±8,60), enquanto a sobrevivência não diferiu significativamente entre tratamentos (20,09–22,65%). Na casa de sombra, houve queda na sobrevivência (6,41–8,12%), com leve aumento no enraizamento (8,12% para 5.000 mg L⁻¹). Em pleno sol, a sobrevivência diminuiu continuamente (5,13–6,84%), e a concentração de 2.500 mg L⁻¹ destacou-se na massa seca radicular (0,0042 g). Concluiu-se que a concentração de 2.500 mg L⁻¹ de AIB foi a mais equilibrada, enquanto a de 5.000 mg L⁻¹ foi ineficiente em condições adversas. As baixas taxas de enraizamento e sobrevivência sugerem limitações como lignificação excessiva, substrato inadequado e baixa tolerância das estacas à mudança de ambientes.
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Schinus terebinthifolia Raddi. (Brazilian peppertree) is a native species that stands out both for its ecological role in the restoration of degraded areas and for its economic potential, due to the use of its fruits and essential oil. However, extractive exploitation, often carried out in a predatory manner, has put natural populations at risk, making it necessary to develop more sustainable propagation methods for this species. In this context, sexual reproduction, although an alternative, presents limitations such as low germination rate and high genetic variability. On the other hand, vegetative propagation through cutting of adult plants also faces challenges, especially due to tissue lignification and the reduction of natural auxin levels. In this scenario, the use of indole-3-butyric acid (IBA) has proven to be a promising strategy to stimulate rooting in semi-hardwood cuttings. Nevertheless, for this method to be truly effective, it is essential to adjust the protocols, considering both the species’ sensitivity to regulator concentrations and the environmental conditions involved in the process. Thus, this study evaluated the effect of different concentrations of indole-3-butyric acid (IBA: 0, 2.500, and 5.000 mg L⁻¹) on the vegetative propagation of S. terebinthifolia semi-hardwood cuttings. A total of 234 basal cuttings were collected from 13 adult individuals, standardized (6 cm in length, reduced leaflets), and treated with IBA prior to planting in a commercial substrate (Basaplant™ + vermiculite). The cuttings were sequentially cultivated in three environments: greenhouse (30 days; humidity >80%, 27°C), shade house (30 days; 50% light), and full sun (30 days), with evaluations of survival, rooting, and dry biomass. In the greenhouse, the concentration of 5.000 mg L⁻¹ promoted higher rooting (7.26%) but with high variability (SD ±8.60), while survival did not differ significantly among treatments (20.09–22.65%). In the shade house, survival decreased (6.41–8.12%), with a slight increase in rooting (8.12% at 5.000 mg L⁻¹). Under full sun, survival continued to decline (5.13–6.84%), and the concentration of 2.500 mg L⁻¹ stood out in root dry mass (0.0042 g). It was concluded that the concentration of 2.500 mg L⁻¹ of IBA was the most balanced, while 5.000 mg L⁻¹ proved ineffective under adverse conditions. The low rooting and survival rates suggest limitations such as excessive lignification, inadequate substrate, and low tolerance of cuttings to environmental transitions.
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Referência
MONTEIRO, João Victor Silvestre. Propagação vegetativa de Schinus terebinthifolia Raddi: influência do ácido indolbutírico em estacas semi-lenhosas. 2025. 35 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Florestal) - Departamento de Ciência Florestal, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2025.
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