Relatório final de atividades do estágio supervisionado obrigatório: identificação das possíveis dificuldades no entendimento pelos/as consumidores/as das informações contidas nos rótulos dos alimentos processados

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2024

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Segundo Ministério da Saúde, em 2019, 54,7% dos óbitos no Brasil foram provocados por doenças crônicas não transmissíveis. Entre 2011/2022 foram consideradas o maior grupo em magnitude de doenças do País, atingindo principalmente as populações mais vulneráveis, de baixa renda e escolaridade. A alimentação é um agente fortemente associado à continuidade dessas doenças. Segundo a Anvisa “As regras são importantes para que as empresas forneçam à população dados que ajudem na hora da escolha do produto”. Considerando a dificuldade de entendimento dos consumidores, com relação às informações contidas nos rótulos, o assunto entrou na Agenda Regulatória 2017/2020 e 2021/2023 da Anvisa, pelo fato das informações obrigatórias serem declaradas com termos técnicos de difícil compreensão e pouco legíveis. Tais fatos, consequentemente, contribuem para a discrepância de informações e reduz a capacidade do consumidor de fazer boas escolhas alimentares, além de fomentar a aparição de casos enganosos. No que se refere à rotulagem nutricional frontal, a Anvisa preferiu um modelo que “não foi investigado em artigos científicos”. Para o presente trabalho, foi aplicado uma pesquisa de opinião pública com participantes não identificados num formulário semi-estruturado em formato híbrido (presencial/online) com 236 consumidores dos bairros da cidade do Recife sobre a leitura e entendimento dos rótulos de alimentos. Sobre rotulagem nutricional, 33,9% responderam não saber o que é. Sobre a leitura dos rótulos 61% responderam que lê às vezes; 25% disseram que nunca lê. Quanto às perguntas seguintes sobre a importância da leitura dos rótulos apenas 177 respostas foram contabilizadas uma vez que o questionário encerrava quando a resposta era “nunca” para a leitura dos rótulos. Quanto à mudança de hábitos alimentares com leitura das informações dos rótulos 77,4% afirmaram que sim. Quanto à rotulagem nutricional frontal 68,9% alegaram gostar do modelo aprovado e se já deixaram de comprar algum alimento com esta declaração 48,6% informaram que sim. Conclui-se que cerca de 80% acham importante a leitura dos rótulos, porém só 14% leem sempre. Observa-se a necessidade de campanhas educativas mais afirmativas para que o consumidor leia e entenda as informações dos rótulos alimentícios.

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SILVA, Samuel de Souza. Relatório final de atividades do estágio supervisionado obrigatório: identificação das possíveis dificuldades no entendimento pelos/as consumidores/as das informações contidas nos rótulos dos alimentos processados. 2024. 26 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Ciências do Consumo) - Departamento de Ciências do Consumo, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2025.

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