Vozes do imaginário: uma análise das interações comunicativas infantis e da mediação adulta na brincadeira simbólica

dc.contributor.advisorCarvalho, Maria Jaqueline Paes de
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/9755289492514554
dc.contributor.authorSilva, Maria Clara Andrade da
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/7703657826171125
dc.date.accessioned2026-08-10T20:02:49Z
dc.date.issued2026-06-16
dc.degree.departamentEducação
dc.degree.graduationLicenciatura em Pedagogia
dc.degree.levelbachelor's degree
dc.degree.localRecife
dc.description.abstractA presente pesquisa situa-se no campo da Educação Infantil e discute a brincadeira simbólica como experiência fundamental para a construção de sentidos, relações e formas de comunicação entre crianças pequenas. Parte-se da compreensão de que o brincar não constitui apenas um momento livre da rotina, mas uma linguagem própria da infância e uma prática essencial ao desenvolvimento infantil. O objetivo geral foi compreender como a brincadeira simbólica se organiza no cotidiano de uma turma de Educação Infantil, analisando as interações comunicativas entre criança/criança e criança/adulto nesse processo. O estudo fundamenta-se em contribuições de Piaget (1976) e Vygotsky (1991) sobre o jogo simbólico, a função simbólica e o desenvolvimento infantil, bem como na Sociologia da Infância, especialmente a partir de Corsaro (2011), além de dialogar com autores que discutem o brincar, a cultura infantil e a mediação docente. Trata-se de uma pesquisa de campo, de abordagem qualitativa, realizada em uma turma do Grupo II de uma instituição municipal de Educação Infantil do Recife, com crianças de dois e três anos de idade. Utilizou-se a observação participante como principal estratégia metodológica, com registros em diário de campo e apoio de fotografias e vídeos, analisados por meio da análise de conteúdo. Os resultados evidenciaram que as brincadeiras simbólicas acontecem, muitas vezes, nas brechas da rotina, entre atividades dirigidas, momentos de espera e espaços menos controlados da instituição. Mesmo diante da mediação adulta limitada, as crianças construíam narrativas, ressignificavam objetos e espaços, negociavam papéis e incorporavam referências do mundo adulto às suas próprias culturas infantis. Conclui-se que a brincadeira simbólica precisa ser reconhecida como parte legítima do planejamento pedagógico, pois revela modos infantis de pensar, comunicar, criar e produzir cultura.
dc.description.abstractxThis study is situated in the field of Early Childhood Education and discusses symbolic play as a fundamental experience for the construction of meanings, relationships and forms of communication among young children. It understands play not merely as a free moment in the daily routine, but as a language of childhood and an essential practice for child development. The general objective was to understand how symbolic play is organized in the daily life of an Early Childhood Education class, analyzing the communicative interactions between child/child and child/adult in this process. The study is theoretically grounded in contributions by Piaget (1976) and Vygotsky (1991) on symbolic play, symbolic function and child development, as well as in the Sociology of Childhood, especially based on Corsaro (2011), while also dialoguing with authors who discuss play, childhood culture and teacher mediation. This is field research with a qualitative approach, carried out in a Group II class at a municipal Early Childhood Education institution in Recife, with children aged two and three years old. Participant observation was used as the main methodological strategy, supported by field notes, photographs and videos, which were analyzed through content analysis. The results show that symbolic play often takes place within the interstices of the routine, between teacher-directed activities, waiting times and less controlled spaces within the institution. Even when adult mediation was limited, the children built narratives, redefined objects and spaces, negotiated roles and incorporated references from the adult world into their own childhood cultures. It concludes that symbolic play must be recognized as a legitimate part of pedagogical planning, as it reveals children’s ways of thinking, communicating, creating and producing culture.
dc.format.extent42 f.
dc.identifier.citationSILVA, Maria Clara Andrade da. Vozes do imaginário: uma análise das interações comunicativas infantis e da mediação adulta na brincadeira simbólica. 2026. 42 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Pedagogia) - Departamento de Educação, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2026.
dc.identifier.urihttps://arandu.ufrpe.br/handle/123456789/9035
dc.language.isopt_BR
dc.publisher.countryBrazil
dc.publisher.initialsUFRPE
dc.rightsopenAccess
dc.rights.licenseAttribution-NoDerivatives 4.0 Internationalen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/4.0/
dc.subjectEducação infantil
dc.subjectBrincadeiras
dc.subjectJogos infantis simbólicos
dc.subjectInteração social em crianças
dc.subjectComunicação interpessoal em crianças
dc.subjectMediação pedagógica
dc.titleVozes do imaginário: uma análise das interações comunicativas infantis e da mediação adulta na brincadeira simbólica
dc.typebachelorThesis

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