Memórias plantadas no Agreste pernambucano: a resistência de um povo que faz brotar da terra e da união a mais verdadeira forma de autonomia

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2026-02-12

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Neste memorial, sistematizo minha trajetória formativa, territorial e afetiva na agroecologia, articulando vivências acadêmicas e experiências construídas junto a comunidades rurais que tive contato, sobretudo no Agreste pernambucano. O trabalho tem como objetivo refletir sobre como essas experiências contribuíram para minha compreensão da agroecologia como prática social, política e cultural. Utilizando como método a escrita memorialística de caráter descritivo e analítico, dialogando com vivências de imersões, mutirões, estudos de etnoagroecossistemas e processos de educação popular. Destaco minha atuação em redes e iniciativas como a Rede SEMEAM, a Rede de Intercâmbio de Sementes, a Ecofeira da Rural e o Programa Mais Gestão, espaços que fortaleceram minha prática extensionista e meu compromisso com os saberes do campo. Discuto o papel das sementes crioulas, da extensão rural agroecológica e das expressões culturais camponesas como elementos centrais de resistência ao apagamento histórico e identitário. Evidencio também a relação entre cultura, território e pertencimento, compreendendo as manifestações populares como formas de produção de conhecimento e de fortalecimento comunitário. Como resultado, afirmo a agroecologia como caminho de resistência cultural, valorização da memória coletiva e promoção da autonomia dos povos do campo, reafirmando a importância da articulação entre universidade, comunidades e saberes populares na construção de relações sociais, econômicas e ecológicas mais justas, solidárias e menos degradantes.

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En este memorial, sistematizo mi trayectoria formativa, territorial y afectiva en la agroecología, articulando vivencias académicas y experiencias construidas junto a comunidades rurales con las que tuve contacto, especialmente en el Agreste pernambucano. El trabajo tiene como objetivo reflexionar sobre cómo estas experiencias contribuyeron a mi comprensión de la agroecología como práctica social, política y cultural. Utilizo como método la escritura memorialística de carácter descriptivo y analítico, en diálogo con vivencias de inmersiones, mingas, estudios de etnoagroecosistemas y procesos de educación popular. Destaco mi actuación en redes e iniciativas como la Red SEMEAM, la Red de Intercambio de Semillas, la Ecoferia de la Rural y el Programa Más Gestión, espacios que fortalecieron mi práctica extensionista y mi compromiso con los saberes del campo. Discuto el papel de las semillas criollas, de la extensión rural agroecológica y de las expresiones culturales campesinas como elementos centrales de resistencia al borramiento histórico e identitario. Asimismo, evidencio la relación entre cultura, territorio y pertenencia, comprendiendo las manifestaciones populares como formas de producción de conocimiento y de fortalecimiento comunitario. Como resultado, afirmo la agroecología como un camino de resistencia cultural, valorización de la memoria colectiva y promoción de la autonomía de los pueblos del campo, reafirmando la importancia de la articulación entre universidad, comunidades y saberes populares en la construcción de relaciones sociales, económicas y ecológicas más justas, solidarias y menos degradantes.

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Referência

SILVA, Micael Vinícius Ferreira da. Memórias plantadas no Agreste pernambucano: a resistência de um povo que faz brotar da terra e da união a mais verdadeira forma de autonomia. 2026. 12 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Agroecologia) – Departamento de Educação, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2026.

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