TCC - Bacharelado em Ciências Sociais (Sede)
URI permanente para esta coleçãohttps://arandu.ufrpe.br/handle/123456789/421
Navegar
161 resultados
Filtros
Configurações
Resultados da Pesquisa
Item Cor sob suspeita: abordagem policial como forma de controle de corpos negros(2026-07-15) Barros, Maria Eduarda Barbosa de; Andrade, Rayane Maria de Lima; http://lattes.cnpq.br/7190036182698859; http://lattes.cnpq.br/2133805315314719Este trabalho analisa as discussões sobre a violência e a seletividade policial contra jovens negros no Recife, investigando como essa população interpreta e significa as abordagens em seus cotidianos. O objetivo central consiste em compreender as percepções de jovens negros alvos de abordagens policiais na capital pernambucana, analisando a construção da “fundada suspeita” e de que maneira essas interações interferem na construção de suas identidades e nas suas rotinas urbanas. Historicamente, a segurança pública no Brasil possui raízes ligadas à manutenção da ordem escravocrata, herança que se reflete na construção contemporânea do “suspeito padrão” e nos altos índices de letalidade racial no estado. Metodologicamente, adotou-se uma abordagem qualitativa exploratória baseada em amostragem por conveniência, utilizando entrevistas qualitativas semiestruturadas e registros em caderno de campo com cinco estudantes universitários negros de diferentes bairros das Zonas Norte e Oeste do Recife. A análise dos dados deu origem a três eixos estruturantes: o estigma da cor, a territorialidade da suspeição, e as táticas de sobrevivência e policiamento. Os resultados revelam que as abordagens policiais (popularmente conhecidas como “baculejos”) geram profundos impactos psicossociais e traumas subjetivos, como sentimento de revolta e medo. Diante do perfilamento racial, os jovens desenvolvem estratégias hipervigilantes de sobrevivência urbana, alterando suas vestimentas, posturas e rotas, sugerindo que, no modelo de policiamento ostensivo, a cor da pele tende a se sobrepor à conduta.Item Cultura, cidadania e educação ambiental para crianças e adolescentes de Igarassu: relato de experiência de uma bolsista de extensão universitária(2026-07-09) Santos, Kátia Maria dos; Sousa, João Morais de; http://lattes.cnpq.br/9057718684364301; http://lattes.cnpq.br/0555450206583145Este artigo relata a experiência de uma bolsista de extensão universitária na execução do projeto Cultura, cidadania e educação ambiental para crianças e adolescentes de Igarassu, Pernambuco. O projeto foi desenvolvido ao longo de 12 meses, precisamente, de janeiro a dezembro de 2017, com uma média de 35 crianças e adolescentes, dos sexos feminino e masculino, com idades variando entre 9 e 13 anos, da Escola Municipal João de Queiroz Galvão, na comunidade Beira-Mar I, no centro de Igarassu. O objetivo principal foi criar condições para que crianças e adolescentes de escolas públicas das comunidades Beira-Mar I e II em Igarassu pudessem desenvolver uma consciência crítica comprometida com a cultura popular e a preservação do ecossistema de manguezais, tendo a participação e a educação ambiental como ferramentas principais; buscou-se também detectar as condições das moradias e de valorização da área local, e, por fim, despertar nos participantes o gosto pela arte e pela cultura, no sentido de criar laços de interação e pertencimento, bem como estimulá-los à participação em atividades culturais e ambientais, promovendo a cidadania e a inclusão social. São descritas as etapas de planejamento, diagnóstico participativo, oficinas temáticas, seminários, mutirões, produção de material educativo. O relato evidencia os desafios logísticos, as estratégias de engajamento das crianças e adolescentes e os resultados alcançados. Conclui-se que a atuação da bolsista, devidamente orientado, foi de fundamental importância para a articulação Universidade-Comunidade, e que a Extensão Universitária, quando vivida na prática, transforma positivamente tanto os sujeitos atendidos quanto o próprio extensionista.Item Entre o sol e os bytes: da peleja com as imagens aos tempos dos algoritmos - uma autoetnografia audiovisual(2026-07-10) Silva, Mauricio Corrêa da; Silva, Ana Carolina Aguerri Borges da; http://lattes.cnpq.br/1395434012645072Este artigo analisa como as sucessivas transformações tecnológicas no audiovisual brasileiro, do analógico à inteligência artificial generativa, reconfiguraram minha prática profissional ao longo de mais de quatro décadas de atuação no campo. A partir de uma abordagem autoetnográfica, mobilizo memória profissional documentada, observação participante e reflexão crítica para compreender como mudanças técnicas e econômicas alteraram modos de produção, noções de autoria e critérios de legitimidade no audiovisual independente, especialmente no contexto Recife/PE. Argumento que a inteligência artificial, embora se apresente como ferramenta de otimização, amplia disputas já presentes na digitalização e na plataformização, recolocando em novos termos a questão da autoria humana e da soberania cultural.Item Polícia, saúde mental e drogas: um olhar sociológico sobre o sofrimento psíquico em corpos fardados(2026-02-11) Coelho, José Henrique Souza; Spenillo, Giuseppa Maria Daniel; http://lattes.cnpq.br/4350911353530987Busca-se investigar a relação entre polícia militar, saúde mental e uso de drogas, a partir de um olhar sociológico sobre o sofrimento psíquico produzido em corpos fardados no Brasil. Toma-se como premissa a compreensão de que o adoecimento mental de policiais militares não pode ser explicado exclusivamente por fatores individuais ou conjunturais, mas deve ser analisado à luz das estruturas sociais, institucionais e simbólicas que moldam a subjetividade policial. A pesquisa dialoga com a formação histórica da Polícia Militar brasileira enquanto aparato de controle do inimigo interno, com a construção de uma masculinidade hegemônica baseada na virilidade, no controle emocional e na negação da vulnerabilidade, e com os efeitos da militarização da segurança pública e da guerra às drogas. A partir de revisão bibliográfica, ancorada em autores da Sociologia e especificamente sobre teorias de gênero e saúde coletiva, discute-se como o sofrimento psíquico é produzido e administrado institucionalmente, bem como os modos pelos quais o uso de substâncias psicoativas emerge como estratégia informal de regulação emocional diante da ausência de políticas eficazes de cuidado. Compreende-se que o consumo de drogas entre policiais não constitui um desvio isolado, mas um sintoma de contradições estruturais que atravessam a instituição policial e a sociedade brasileira. Por fim, o trabalho aponta a necessidade de repensar as políticas de saúde mental no âmbito da segurança pública, deslocando o foco do indivíduo para as condições sociais e institucionais que produzem o adoecimento.Item Desenvolvimento e violência: estudo sobre o aumento da criminalidade e das politicas de segurança pública no Cabo de Santo Agostinho(2026-02-06) Barbosa, Rubens Gabriel Assis; Faria, Maurício Sardá de; http://lattes.cnpq.br/1513772085737367; http://lattes.cnpq.br/1775289179684608Este trabalho analisa a relação entre o desenvolvimento econômico, a desigualdade social e a violência estrutural no município do Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco. A pesquisa parte da formação histórica da sociedade brasileira e do Nordeste para tentar entender como as raízes coloniais e o modelo de desenvolvimento dependente perpetuam disparidades regionais. Examina-se o papel das políticas públicas de segurança no Brasil, discutindo sobre como a lógica militarizada e o punitivismo institucional atingem prioritariamente populações periféricas, consolidando uma ordem social excludente. O estudo investiga o paradoxo do Complexo Industrial Portuário de Suape, evidenciando que o crescimento econômico local não foi acompanhado por melhorias na qualidade de vida, resultando em segregação socioespacial e altos índices de criminalidade urbana. A metodologia fundamenta-se em uma abordagem qualitativa, composta por revisão bibliográfica e análise de dados estatísticos oficiais. Conclui-se que a violência no território não é um fenômeno isolado, mas advém do reflexo de escolhas estruturais politicas e da omissão do Estado na promoção de políticas sociais integradas, reforçando a necessidade de uma gestão pública orientada pela garantia de direitos e cidadania.Item De Auri Moura a Carmém Lúcia: onde estão as mulheres no judiciário brasileiro?(2026-12-12) Lima, Thamires Costa Rodrigues; Sousa, João Morais de; http://lattes.cnpq.br/9057718684364301; http://lattes.cnpq.br/8423141304205142Item O preço do progresso: desenvolvimento e precarização estrutural do trabalho em SUAPE(2026-02-11) Silva, Edem Willian Fragoso; Faria, Maurício Sardá de; http://lattes.cnpq.br/1513772085737367; http://lattes.cnpq.br/4990782897230631Este artigo analisa criticamente o modelo de desenvolvimento implantado no Complexo Industrial e Portuário de Suape (PE), assim como suas determinações históricas, sociais e políticas. Apresentando a precarização estrutural do trabalho, no contexto local do capitalismo globalizado, como elemento fundamental para construção de espaços de financeirização extrema a serviço do capital transnacional sob a roupagem de promotor do desenvolvimento regional. Não sendo a precarização estrutural do trabalho um efeito colateral do desenvolvimento econômico, mas o preço a se pagar por este. Partindo de uma perspectiva histórica que remonta desde concepção do complexo, ainda nos anos 1970 e aos impulsos decisivos recebidos pelo projeto via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nos anos 2000, o estudo demonstra como a narrativa oficial de modernidade e redenção social contrasta com a realidade de violações socioambientais, concentração de renda e descompasso entre riqueza gerada e qualidade de vida nos municípios do entorno. Por meio de revisão bibliográfica e análise documental, este trabalho busca articular os conceitos de precariedade estrutural por Antunes e precariado por Braga, a fim de decifrar as dinâmicas laborais no complexo, marcadas pela terceirização em cadeia, rotatividade extrema e desproteção. Em síntese, Suape opera como uma engrenagem da precariedade, onde a flexibilização dos direitos e a exploração da força de trabalho são condições intrínsecas para a atração do capital global, atualizando, em nova roupagem, estruturas históricas de exploração e espoliação características da região Nordeste.Item "Ensinando a Transgredir": professoras negras da UFRPE e seu reconhecimento na academia(2026-02-02) Morais, Alinne Mayara Barbosa de; Benzaquen, Júlia Figueredo; http://lattes.cnpq.br/0325443406402140; http://lattes.cnpq.br/9793282425335394Esta pesquisa analisa como professoras negras da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) vivenciam e interpretam os processos de reconhecimento intelectual na docência universitária, em um contexto marcado por hierarquias de raça e gênero. Parte-se da problematização da sub-representação dessas docentes no ensino superior e da desvalorização simbólica de seus saberes, evidenciando que o reconhecimento acadêmico não se limita à presença numérica, mas envolve disputas por legitimidade intelectual. O estudo adota uma abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, fundamentada no pensamento feminista negro. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com quatro professoras negras da instituição, e a análise foi conduzida a partir da análise de conteúdo. Os resultados indicam que o reconhecimento dessas docentes ocorre de forma ambígua: enquanto é mais evidente na relação com estudantes, especialmente negros, mostra-se fragilizado na interação com pares e instituições, sendo atravessado por processos de deslegitimação, racismo institucional e epistemicídio. Como resposta a essas dinâmicas, as professoras desenvolvem estratégias de resistência e afirmação intelectual, como a adoção de práticas pedagógicas críticas, a construção de redes de apoio e a valorização de referenciais teóricos negros. Conclui-se que o reconhecimento intelectual de professoras negras permanece condicionado por estruturas raciais, ao mesmo tempo em que suas práticas tensionam essas hierarquias e ampliam as possibilidades de transformação da universidade.Item Em busca de um sentido ético para a velhice: uma análise metaética das cartas 12 e 26 da obra “Cartas a Lucílio” de Sêneca(2026-02-12) Lemos, Marcia de Oliveira Remigio; Sodré, Felipe Arruda; http://lattes.cnpq.br/7872778382648001; http://lattes.cnpq.br/0490510612376206Este trabalho tem o objetivo de explicar o sentido ético da velhice para Sêneca. A pesquisa utiliza abordagem qualitativa, com revisão bibliográfica dos comentadores da obra “Cartas a Lucílio”, tendo como base de análise metaética das cartas 12 e 26 como fonte primária de estudo e o acréscimo de outras cartas que complementam e ampliam o pensamento do autor sobre a velhice. Na primeira parte do texto, buscamos apresentar as ações éticas que só podem ser realizadas no estágio peculiar da velhice e depois de uma longa vida ética. No segundo momento, destacamos os pressupostos éticos-existenciais que devem ser cultivados sempre e em qualquer idade, isto é, que devem ser adquiridos ao longo da vida independente da idade cronológica. Finalmente, concluímos mostrando que o velho se apresenta como referência para os mais jovens. A análise revela, que na contramão do pensamento do mundo antigo, Sêneca, de modo atual vê a velhice como um período de alegria. Além disso, destaca-se a visão de que os velhos tem uma utilidade para a família e a sociedade. Os achados de pesquisa dão conta de que, os velhos são o receptáculo da sabedoria acumulada durante toda uma vida. Como buscaram uma vida ética, são exemplos a serem seguidos e como tal, são pedagogos por excelência.Item Quando a violência e a proteção vêm do mesmo lugar. a violência doméstica contra crianças e adolescentes(2026-02-10) Correia, Fernanda Domingos; Andrade, Rayane Maria de Lima; http://lattes.cnpq.br/7190036182698859; http://lattes.cnpq.br/6810845738359058O presente trabalho pretende discutir quais as características dos casos de violências de domésticas no estado de Pernambuco. A partir da análise documental e de registros institucionais com a coleta de dados de domínio público, disponibilizados pelos diversos atores da política e/ou programa público, no âmbito nacional e do Estado de Pernambuco. Tendo como base teórica para discussão da temática a teoria sociológica configuracional de Norbert Elias, que revela a natureza relacional da violência doméstica, sendo resultado de uma configuração familiar assimétrica, caracterizada por dependência de vínculos afetivos coercitivos e hierarquias etárias e de gênero. Os resultados evidenciam que o processo da violência se destaca pelo abuso da relação de poder pelo adulto, não sendo consequência de uma característica individual do autor do fato, mas sim de um fenômeno disseminado e mantido pela sociedade. Havendo necessidade de um maior protagonismo no que se refere a proteção, pesquisa e ao enfrentamento das violências contra crianças e adolescentes.
