O Caderno Rosa de Lori Lamby de Hilda Hilst: erotismo e resistência de mulher

dc.contributor.advisorPaes, Iêdo de Oliveira
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/3281218394136739
dc.contributor.authorSilva, Maria Gabriella da
dc.date.accessioned2026-08-28T16:38:53Z
dc.date.issued2026-06-30
dc.degree.departamentLetras
dc.degree.graduationLicenciatura em Letras
dc.degree.levelbachelor's degree
dc.degree.localRecife
dc.description.abstractEste artigo tem como objetivo analisar O Caderno Rosa de Lori Lamby (1990), de Hilda Hilst, compreendendo a obscenidade presente na obra não como mero recurso provocativo, mas como estratégia estética e política de resistência feminina. Para fundamentar a análise, articulam-se progressivamente os seguintes referenciais teóricos: Almeida (2013), que demonstra como a escrita hilstiana rompe com a "dignidade dos temas" e desestabiliza as hierarquias literárias; Bataille (1987), cujo conceito de transgressão e de "linguagem vil" ilumina o funcionamento do rebaixamento como instrumento de choque; Woolf (1990), que expõe os controles materiais e simbólicos impostos à autoria feminina; Butler (2018), cuja teoria da performatividade de gênero permite compreender como a voz de Lori Lamby subverte as normas de identidade e as "ficções reguladoras" da decência; Foucault (1988), que oferece instrumental para analisar a obra como ato de insubmissão discursiva frente aos dispositivos de poder que regulam o sexo e a linguagem; e Genette (1972), cujas categorias narratológicas de voz homodiegética e focalização interna revelam a manipulação técnica da perspectiva infantil. Metodologicamente, adota-se uma abordagem qualitativa e bibliográfica de caráter analítico-interpretativo, organizada em três etapas: revisão bibliográfica, análise textual e articulação teórico-crítica. Como categorias analíticas centrais, destacam-se a construção da narradora, a ironia como estratégia de protesto e a obscenidade como gesto político. Os resultados demonstram que a obra opera em dupla chave: é simultaneamente narrativa obscena e reflexão metalinguística sobre a própria literatura e o mercado editorial. A personagem Lori Lamby configura-se como construção técnica deliberada que expõe as engrenagens do controle sobre a autoria feminina, revelando que o escândalo da obra não reside em seu conteúdo, mas na lucidez com que transforma a obscenidade em denúncia e a ironia em forma contundente de resistência estética e política.
dc.description.abstractxEste artículo tiene como objetivo analizar O Caderno Rosa de Lori Lamby (1990), de Hilda Hilst, comprendiendo la obscenidad presente en la obra no como mero recurso provocador, sino como estrategia estética y política de resistencia de la mujer. Para fundamentar el análisis, se articulan progresivamente los siguientes referentes teóricos: Almeida (2013), que demuestra cómo la escritura hilstiana rompe con la "dignidad de los temas" y desestabiliza las jerarquías literarias; Bataille (1987), cuyos conceptos de transgresión y "lenguaje vil" iluminan el funcionamiento del rebajamiento como instrumento de choque; Woolf (1990), que expone los controles materiales y simbólicos impuestos a la autoría femenina; Butler (2018), cuya teoría de la performatividad de género permite comprender cómo la voz de Lori Lamby subvierte las normas de identidad y las "ficciones reguladoras" de la decencia; Foucault (1988), que ofrece herramientas para analizar la obra como acto de insubordinación discursiva frente a los dispositivos de poder que regulan el sexo y el lenguaje; y Genette (1972), cuyas categorías narratológicas de voz homodiegética y focalización interna revelan la manipulación técnica de la perspectiva infantil. Metodológicamente, se adopta un enfoque cualitativo y bibliográfico de carácter analítico-interpretativo, organizado en tres etapas: revisión bibliográfica, análisis textual y articulación teórico-crítica. Los resultados demuestran que la obra opera en doble clave: es simultáneamente narrativa obscena y reflexión metalingüística sobre la propia literatura y el mercado editorial, revelando que el escándalo de la obra no reside en su contenido, sino en la lucidez con que transforma la obscenidad en denuncia y la ironía en forma contundente de resistencia estética y política.
dc.format.extent16 f.
dc.identifier.citationSILVA, Maria Gabriella da. O Caderno Rosa de Lori Lamby de Hilda Hilst: erotismo e resistência de mulher. 2026. 16 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Letras) - Departamento de Letras, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2026.
dc.identifier.urihttps://arandu.ufrpe.br/handle/123456789/9134
dc.language.isopt_BR
dc.publisher.countryBrazil
dc.publisher.initialsUFRPE
dc.rightsopenAccess
dc.rights.licenseAttribution-NoDerivatives 4.0 Internationalen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/4.0/
dc.subjectLiteratura brasileira
dc.subjectHilst, Hilda (1930-2004)
dc.subjectErotismo na literatura
dc.subjectIronia na literatura
dc.subjectCrítica social
dc.subjectTransgressão literária
dc.titleO Caderno Rosa de Lori Lamby de Hilda Hilst: erotismo e resistência de mulher
dc.typebachelorThesis

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