TCC - Licenciatura em Letras (Sede)

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    A literatura como espaço de resistência e denúncia do racismo estrutural em Becos da Memória, de Conceição Evaristo
    (2026-02-10) Silva, Gabriel Severino dos Santos da; Paes, Iêdo de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/3281218394136739
    Este trabalho apresenta uma análise do romance Becos da Memória, de Conceição Evaristo, compreendendo a literatura como espaço de resistência e denúncia do racismo estrutural. A partir do conceito de escrevivência, desenvolvido pela própria autora, o estudo analisa como a narrativa articula memória, vivência e denúncia social, conferindo centralidade a sujeitos historicamente silenciados. “Além disso, o estudo apoia-se nas reflexões de Djamila Ribeiro, em O que é lugar de fala? (2017); Grada Kilomba, em Memórias da Plantação: episódios de racismo cotidiano (2019); Achille Mbembe, em Necropolítica (2016); e Bell Hooks, em O feminismo é para todo mundo: políticas arrebatadoras (2019). Esses referenciais sustentam a análise da escrevivência como prática de resistência, permitindo discutir lugar de fala, memória, colonialidade, racismo estrutural e feminismo negro na obra de Conceição Evaristo.
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    Relato de experiência docente no subprojeto da Licenciatura em Letras: vivência prática no PIBID e reflexos na formação do discente de língua portuguesa
    (2026-07-13) Gomes, Valter Pereira; Ranieri, Thais Ludmila da Silva; http://lattes.cnpq.br/9800015399149501; http://lattes.cnpq.br/3742085295805547
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    Uso do podcast como recurso didático nas aulas de espanhol
    (2026-07-14) Santos, Elieny Ferreira dos; Oliveira, Flávia Farias de; http://lattes.cnpq.br/0567981026894586; http://lattes.cnpq.br/8261546350749169
    Este trabalho apresenta o relato de uma experiência pedagógica vivenciada durante o Estágio Supervisionado Obrigatório em Letras, no qual se utilizou o gênero oral podcast como recurso didático para o ensino de Espanhol como Língua Estrangeira (ELE) em um Núcleo de Estudos de Línguas (NEL) da rede pública de Pernambuco. A intervenção ocorreu com uma turma do nível Intermediário 2, composta por quatro estudantes, e consistiu na produção colaborativa de um podcast de entrevista sobre personalidades hispânicas. A sequência didática, ancorada teoricamente em Bakhtin (2003), Dolz, Schneuwly e Haller (2004) e Galán Camacho (2018), envolveu etapas de apreciação do gênero, pesquisa biográfica em espanhol, elaboração de roteiros, ensaios orais e gravação com smartphones. Os resultados demonstram que a atividade estimulou o engajamento dos alunos, a fluência oral, a autonomia investigativa e a ampliação do repertório intercultural. Conclui-se, portanto, que o podcast, associado a tecnologias acessíveis, constitui um recurso didático potente para o desenvolvimento comunicativo em ELE, especialmente em contextos de formação livre. Seu uso planejado, nas práticas do estágio supervisionado, evidencia a relevância da articulação entre teoria e prática na formação docente.
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    O Caderno Rosa de Lori Lamby de Hilda Hilst: erotismo e resistência de mulher
    (2026-06-30) Silva, Maria Gabriella da; Paes, Iêdo de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/3281218394136739
    Este artigo tem como objetivo analisar O Caderno Rosa de Lori Lamby (1990), de Hilda Hilst, compreendendo a obscenidade presente na obra não como mero recurso provocativo, mas como estratégia estética e política de resistência feminina. Para fundamentar a análise, articulam-se progressivamente os seguintes referenciais teóricos: Almeida (2013), que demonstra como a escrita hilstiana rompe com a "dignidade dos temas" e desestabiliza as hierarquias literárias; Bataille (1987), cujo conceito de transgressão e de "linguagem vil" ilumina o funcionamento do rebaixamento como instrumento de choque; Woolf (1990), que expõe os controles materiais e simbólicos impostos à autoria feminina; Butler (2018), cuja teoria da performatividade de gênero permite compreender como a voz de Lori Lamby subverte as normas de identidade e as "ficções reguladoras" da decência; Foucault (1988), que oferece instrumental para analisar a obra como ato de insubmissão discursiva frente aos dispositivos de poder que regulam o sexo e a linguagem; e Genette (1972), cujas categorias narratológicas de voz homodiegética e focalização interna revelam a manipulação técnica da perspectiva infantil. Metodologicamente, adota-se uma abordagem qualitativa e bibliográfica de caráter analítico-interpretativo, organizada em três etapas: revisão bibliográfica, análise textual e articulação teórico-crítica. Como categorias analíticas centrais, destacam-se a construção da narradora, a ironia como estratégia de protesto e a obscenidade como gesto político. Os resultados demonstram que a obra opera em dupla chave: é simultaneamente narrativa obscena e reflexão metalinguística sobre a própria literatura e o mercado editorial. A personagem Lori Lamby configura-se como construção técnica deliberada que expõe as engrenagens do controle sobre a autoria feminina, revelando que o escândalo da obra não reside em seu conteúdo, mas na lucidez com que transforma a obscenidade em denúncia e a ironia em forma contundente de resistência estética e política.
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    Memorial: por uma divina comédia, a travessia!
    (2026-07-08) Amâncio, Thais Soares; Nascimento, Mizael Inácio do; http://lattes.cnpq.br/9141951748332351; http://lattes.cnpq.br/9080682655171442
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    Memorial descritivo: o percurso de formação de Pedro Henrique dos Santos Santana entre idas e vindas
    (2026-02-06) Santana, Pedro Henrique dos Santos; Ranieri, Thaís Ludmila da Silva; http://lattes.cnpq.br/9800015399149501; http://lattes.cnpq.br/0210451456163187
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    O jogo como ferramenta pedagógica no ensino de línguas: um relato de experiência em aulas remotas de espanhol
    (2026-08-07) Moraes, Keivilly Kaylanne Duarte de; Oliveira, Flávia Farias de; http://lattes.cnpq.br/0567981026894586; http://lattes.cnpq.br/4135398480377945
    Este trabalho apresenta um relato de experiência desenvolvido no âmbito da Rede Andifes – Programa Idiomas sem Fronteira (IsF), por meio da aplicação do jogo “El Mentiroso” em aulas remotas de espanhol como L2. A proposta foi aplicada em três cursos distintos, destinados a estudantes e servidores de diferentes regiões do Brasil, com níveis de proficiência A1 e A2. O objetivo principal foi promover a prática do gênero oral em espanhol por meio de uma atividade lúdica, interativa e significativa. O jogo, estruturado como um tabuleiro com perguntas e uso de dado digital, convidava os participantes a responderem com base em vivências reais ou situações inventadas, estimulando a escuta ativa, a criatividade e o uso contextualizado da língua. Ao longo da aplicação, foi possível observar que a mediação docente foi essencial para ampliar e aprofundar as falas dos alunos. Além disso, a diversidade do público envolvido favoreceu trocas culturais enriquecedoras, contribuindo tanto para o aprendizado dos participantes quanto para a formação da professora, licencianda em Letras - Português e Espanhol na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). A experiência foi analisada à luz de autores como Freire (1996), Vygotsky (1998), Piaget (1998), Cabral Bruno (2010) e Fernández (2010), que sustentam a importância de práticas dialógicas, interativas e sensíveis às realidades educacionais. Os resultados indicam que o uso de jogos no ensino de línguas, quando planejado com intencionalidade pedagógica, representa uma ferramenta potente de aprendizagem e de formação docente.
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    A representação e a resistência negra na literatura brasileira: uma análise de Um Exu em Nova York, de Cidinha da Silva
    (2025-12-01) Oliveira, Thiago Henrique Fernandes de; Teixeira, Renata Pimentel; http://lattes.cnpq.br/1789141041884024; http://lattes.cnpq.br/0477083894589767
    A obra Um Exu em Nova York (2018), da escritora afro-brasileira Cidinha da Silva, é analisada como um marco na literatura negra contemporânea, por articular estética, política e ancestralidade. O livro, composto por dezenove contos e crônicas, utiliza a figura de Exu, Orixá das encruzilhadas e da comunicação, como símbolo de resistência, reeducação e descolonização cultural. Exu, aqui, deixa de ser visto como entidade demonizada pelo imaginário cristão-colonial e assume uma função narrativa, simbólica e pedagógica de ruptura com os paradigmas eurocêntricos. A análise aponta como a autora resgata saberes afro-diaspóricos e confronta o racismo estrutural, a intolerância religiosa e o epistemicídio, promovendo uma literatura engajada, decolonial e interseccional. Nesse sentido, Cidinha da Silva propõe uma escrita marcada pela oralidade, pelo humor crítico e pela afirmação das tradições afro-brasileiras em espaços urbanos, inclusive em uma cidade do "norte global", como Nova York, subvertendo as geografias simbólicas do poder. A partir de teorias como a escrevivência (Conceição Evaristo, 2016), Pedagogia das encruzilhadas (Luiz Rufino, 2019) e o pensamento de intelectuais como Sueli Carneiro (2011) e Djamila Ribeiro (2017), o trabalho destaca como a obra promove uma reeducação do olhar, centrada em outras cosmologias e formas de saber. Portanto, ao valorizar a presença negra na literatura e na cidade, Um Exu em Nova York torna-se um gesto de (re)existência, oferecendo novas narrativas sobre o ser negro no Brasil e no mundo.
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    Quebra de hegemonia e construção de uma nova identidade social: o discurso da Deputada Federal Érika Hilton
    (2025-12-18) Costa, Andrieverton de Souza; Borba, Vicentina Maria Ramires; http://lattes.cnpq.br/4023907282886164; http://lattes.cnpq.br/2869339900024540
    A presente monografia apresenta questões relacionadas ao discurso da Deputada Federal Erika Hilton, cujo objetivo principal é analisar esse discurso com base nos estudos propostos pela Análise Crítica do Discurso (ACD), especialmente a partir das contribuições teóricas fornecidas por Van Dijk (2006) e Norman Fairclough (2001). Portanto, o trabalho busca compreender como o discurso de Erika Hilton ajuda a quebrar a hegemonia existente na política brasileira e também a compreender como esse discurso também ajuda na construção de uma nova identidade social, especialmente no que se refere às questões voltadas às minorias sociais. A partir da análise de entrevistas, pronunciamentos, projetos de leis e publicações em redes sociais, foi possível observar que o discurso da deputada federal tem como base temas como igualdade de gênero, direitos LGBTQIAPN+, justiça social e combate ao racismo. Os resultados apontam que Erika Hilton, ao ocupar um espaço historicamente reservado a homens cis, brancos e heterossexuais, ajuda a ressignificar o papel do sujeito político ao propor uma linguagem acessível, engajada e pautada na transformação social, levando o eleitorado brasileiro a questionar-se a respeito de temáticas que ao longo de décadas foram silenciadas. Dessa forma, conclui-se que sua atuação político-discursiva representa não apenas uma quebra simbólica com as estruturas hegemônicas da política brasileira, mas também a construção de uma nova identidade política e social marcada pela diversidade, empatia e resistência.
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    A desinformação como instrumento para descredibilizar conquistas sociais e destruir reputações
    (2025-07-30) Cristiano, Darton Charles Pinto; Borba, Vicentina Maria Ramires; http://lattes.cnpq.br/4023907282886164; http://lattes.cnpq.br/7431900723824059
    Este trabalho apresenta como temática geral a desinformação como instrumento da extrema direita para descredibilizar conquistas sociais e destruir reputações de movimentos populares e de seus representantes por meio de narrativas deturpadas e mentirosas, que alimentam a retórica do ódio, a fim de manter e ampliar o poder ideológico, político e econômico. O estudo teve como objetivo analisar as estratégias discursivas presentes em dois teasers do documentário Caso Maria da Penha (2023), da produtora de conteúdo Brasil Paralelo. Para a construção do aporte teórico, recorreu-se aos conceitos de ideologia (Thompson, 2011) e de Fake (Maeso, 2024), contudo, o alicerce bibliográfico que fundamenta e permeia a pesquisa diz respeito à Análise Crítica do Discurso (Fairclough, 2016). Na metodologia, adotou-se o modelo qualitativo-analítico, fundamentado nos estudos de Fairclough (2016), que têm como questões centrais o desvelamento das assimetrias de poder e a identificação de marcas ideológicas nos textos. Para analisar as estratégias discursivas presentes nos teasers, recorreu-se a dois dos cinco modos de operação da ideologia desenvolvidos por Thompson (2011), o da legitimação e o da dissimulação. Dentre os resultados, identificou-se como as narrativas são bem construídas, muitas delas baseadas em teorias conspiratórias. Ainda que repletas de distorções e mentiras nutrem crenças e valores do espectro ideológico que compactua com esses grupos extremistas.